Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

25ª Fispal / Stand Libermaq Espresso

Visite o site http://www.myespresso.com.br/ e confira como foi o evento de café dentro da 25ª Fispal, em São Paulo, na última semana.
Parabéns a Libermaq Espresso, e a iniciativa do Leonardo Pasquali, pela grande parceria que firmou com diversos baristas e torrefações de café, e principalmente comigo e com a LuccA Cafés Especiais.

Otavio Linhares

Sábado, 13 de Junho de 2009

Café e doenças neurodegenerativas


O consumo moderado e regular de café parece proteger contra doenças degenerativas como o parkinson.

As doenças degenerativas do sistema nervoso central são caracterizadas por morte neuronal de evolução gradual e insidiosa, mas progressiva e irreversível. Na grande maioria dos casos os fatores desencadeantes são ainda desconhecidos pela ciência médica. Um grande número de doenças degenerativo está associado a uma transmissão genética, com herança dominante ou recessiva enquanto que outras doenças ocorrem de forma esporádica em casos isolados de uma família. As doenças hereditárias e/ou degenerativas, pelo fato de ignorarmos a etiologia ou a patogenia, são geralmente classificadas conforme as síndromes clínicas, como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer, dentre outras. Estudos epidemiológicos sugerem um papel protetor do consumo regular de café sobre a doença e Parkinson.

Quer saber mais, clique no link abaixo.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Visita à Fazenda Recreio

Foto de Guilherme Gomes

A Revista Espresso levou três dos quatro finalistas da Copa Barista 2008 para um passeio na Fazenda Recreio, em São Sebastião da Grama (SP). O trio alcançou a final da Copa Barista 2008 e como premiação em comum, conquistou uma visita à Fazenda Recreio, a 280 km da capital paulista, para conhecer de perto o cultivo do café. O prêmio era para os quatro finalistas da competição, mas a campineira Tatiane Rodrigues, segunda colocada, nos "deu um bolo" justificado e não pôde ir.

Leia a matéria na íntegra clicando no link ao lado: Revista Espresso

Otavio Linhares


Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Melhores do Ano Prazeres da Mesa/Bohemia

Graciele Rodrigues, da LuccA Cafés Especiais, recebeu na noite de ontem, em São Paulo, o Prêmio de Melhor Barista do Ano da Revista Prazeres da Mesa.


Com uma grande festa que reuniu na noite de ontem, 8 de junho, no Grand Hotel Hyatt São Paulo, profissionais do mundo da gastronomia e do vinho, donos de restaurantes, importadores, jornalistas especializados, além de parceiros de Prazeres da mesa - o prêmio mais democrático da gastronomia brasileira chega ao ápice com uma relação de nomes que, definitivamente, deixam sua marca em 2009. Saul Galvão e sua inquestionável contribuição teórica. Angelo Salton, e sua visão empreendedora, abrindo caminho no mundo do vinho. Tsuyoshi Murakami e sua criativa cozinha japonesa do Kinoshita. Henrique Fogaça e sua comida com gosto de comida do Sal – cada um a seu modo compõe o alicerce da gastronomia brasileira. Eles contribuem, com o talento e a inventividade, para que a cena nacional se desenvolva ainda mais. Motivo de orgulho para todos, do comensal à equipe de Prazeres da Mesa. Neste ano, apenas uma categoria teve empate no resultado: a de barista.
No link abaixo você confere todos os premiados pela revista.

Revista Prazeres da Mesa

Entrevista com Geórgia Franco de Souza


O que caracteriza o café especial?

R: Segundo a definição da Associação Americana de Cafés Especiais, formada por compradores do produto, adotada no Brasil, é aquele que não apresenta defeitos primários, ou seja, grãos imaturos ou superamadurecidos, pedras e pedaços de pau. Além disso, o café especial deve ter uma particularidade que o diferencie dos demais, como um retrogosto de floral ou cítrico, por exemplo. Quanto mais acentuada essa característica, maior o valor do produto.

Como é feita sua certificação no Brasil?

R: É um processo conduzido em etapas pela Associação Brasileira de Cafés Especiais. Envolve uma auditoria minuciosa da lavoura ao produto final, em que são considerados aspectos agrícolas, sociais, ambientais e até uma "prova" feita com o produtor. Depois disso, o café passa por avaliação às cegas. Uma amostra do lote em questão é analisada por três provadores independentes e, se receber nota superior a 8, o lote é numerado e pode ser vendido no mercado externo na forma de café especial. Um selo, no rótulo do produto final, atesta o café torrado a partir de grãos crus certificados.

Quantos cafés brasileiros já possuem esse selo?

R: Inúmeros. É como se fossem os "grand crus" do café internacionalmente classificado como gourmet. O problema é que aqui encontramos cafés que se autodenominam gourmet, mas não têm o selo oficial. Isso é complicado. Além dos cuidados de que já falamos, o café gourmet tem prazo de validade menor que o regular. Envolve níveis de exigência e excelência com os quais o consumidor aos poucos está se familiarizando.

Se já existem cafés tão particulares no Brasil, por que não têm o mesmo prestígio do produto colombiano, principalmente no mercado americano?

R: A Colômbia não exporta nenhum grão que não seja de qualidade superior. Isso não significa que produza melhor café que o Brasil. Aqui, o processo foi exatamente o contrário. Até 1990, enquanto vigorou o controle do Instituto Brasileiro do Café (IBC), optamos por exportar quantidade e não cuidamos da qualidade. O café colombiano pode ser excelente matéria-prima para o café filtrado. Mas a tendência moderna é o espresso, para o qual ele não é ideal, pois contém elevada acidez. Por outro lado, o sucesso do produto colombiano nos Estados Unidos se deve ao fato de o governo americano ter destinado milhões de dólares à cafeicultura do país, como parte de um programa de combate ao tráfico de drogas.

O consumo de café orgânico já é significativo?

R: Para nós, defensores do café especial, o café orgânico não tem grande importância. O que conta é ser arábica, de qualidade, com particularidades de sabor e aroma. O café orgânico está mais associado à filosofia de proteção ao meio ambiente. Países como o Japão, que é extremamente exigente, querem não só um café orgânico, mas uma bebida excelente. E isso implica custo de produção e preço final muito altos.

Quantas variedades de café existem?

R: Há pelo menos 25 espécies importantes, mas apenas duas delas são as mais conhecidas: arábica e robusta. Entre esses dois tipos existem grandes diferenças. Para começar, o arábica, mais valorizado, é uma planta complexa (tem 44 cromossomos, contra os 22 do robusta) e, por isso, exige condições climáticas muito propícias ao plantio. Só se dá bem em altitudes elevadas, acima dos 800 metros, com boa quantidade de chuva e de insolação. Mais resistente, o robusta adapta-se facilmente às regiões quentes e de altitudes menores. Os custos da produção são reduzidos, porém o resultado é diverso. O robusta apresenta o dobro de cafeína, mais amargor, e pouca acidez, o que explica a preferência dos gourmets pelo arábica.

Qual é o blend ideal para o espresso?

R: A base precisa ser um café doce; a mistura deve conter alguns grãos mais ácidos, provenientes de altitudes elevadas. O equilíbrio é crucial. A acidez atribui vivacidade e emoção à bebida - não estou falando do gosto amargo do café que foi colhido antes de amadurecer. O arábica brasileiro fornece boa base, pois não é ácido. Por isso costuma ser muito apreciado e usado pelos italianos, os maiores entusiastas de espresso do mundo. Temperam-no com grãos ácidos cultivados na América Central e África.

Como identificar um bom espresso?

R: O equilíbrio é importante. Não pode ser ácido demais, nem muito doce e não deve ter um final amargo. A qualidade está na harmonia entre aroma, corpo, acidez, sabor e retrogosto.

A torra influencia muito a qualidade do café?

R: Bastante. Libera substâncias e gases, melhorando o gosto da bebida. Além disso, a torra controla a acidez natural do grão. Quanto mais clara ela se mostra, mais realça o aroma. A torra escura reduz a acidez, porém confere o que chamamos de "bittersweet", ou seja, sabor doce e amargo ao mesmo tempo. Os diferentes tipos de grão que compõem um blend são torrados separadamente e misturados depois.

De que forma a moagem interfere no sabor?

R: Ela tem relação direta com o aroma. Aquela fragrância característica do café é intensa só até 15 minutos após a moagem. Depois disso, dissipa-se no ar. O tempo também reduz a cremosidade e o sabor. O ideal, em casa, seria moer o café no momento do preparo. Já os baristas devem moer conforme a demanda, para garantir o frescor.

Qual é a região brasileira que produz os melhores cafés?

R: Em termos de premiação, o sul de Minas é a região que mais se destaca atualmente. Mas não significa que seja a única. Um professor português, do qual fui aluna, dizia que cafés de excelente qualidade existem no mundo todo, o difícil é ter acesso a eles.

Qual é a receita do bom espresso?

R: Tecnicamente é a seguinte: 30 mililitros de água pura, 7 gramas de pó, submetidos a uma temperatura de 90 graus centígrados e uma pressão de 9 atmosferas. O equipamento deve manter a temperatura da água e a pressão constantes. E é essencial contar com mãos bem treinadas.

Por que os especialistas preferem o café curto?

R: Porque o consideram o filet mignon do café. É como se fosse a primeira prensa da azeitona para fazer o óleo de oliva. Um café curto tem a metade da água do espresso, ou seja, de 15 a 20 mililitros, e, por isso, o tempo de contato entre o pó e a água é menor, o que reduz a quantidade de cafeína. Mas a principal vantagem é o sabor, mais concentrado.

Qual é o tamanho-padrão de xícara para o espresso e para o cappuccino?

R: Mais do que a xícara, o que importa no espresso é o volume máximo de 30 mililitros. A partir daí a bebida começa a apresentar aroma e sabor desagradáveis. No caso do cappuccino, a quantidade de café tem de ser proporcional à do leite e da espuma. Se a xícara for grande, os 30 mililitros de espresso vão ser insuficientes quando misturados ao leite.

Qual é a melhor maneira de conservar o café?

R: Quanto menor o contato com o ar, menor sua oxidação. É importante mantê-lo abrigado da luz, em local fresco e seco. Pode-se colocar o café na geladeira, desde que esteja dentro de um frasco bem vedado. No caso do produto fechado, existem formas de embalar, como a que utiliza injeção de gás nitrogênio, que favorece a conservação.

Há diferença entre o café em sachê e o em pó?

R: O sachê serve para ambientes em que não haja condições de preparo profissional. Nunca vai dar um café nota 10 como também não dará um nota 3. Mas é muito prático. Afinal, a vida moderna nos obriga a ser versáteis.

Otavio Linhares

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Curvas de Torra

Duas curvas de torra, lado a lado, com diferentes gradientes de aumento de temperatura. Percebam a diferença de desenvolvimento da curva 1 (torra feita em um Leogap T5), em relação à curva 2 (torra feita em um Probatone). Na curva 1 a temperatura inicia foi mais elevada, iniciando a caramelização antes dos dez minutos.
Na curva 2 a temperatura inicial foi menor, porém, com o aumento gradual mais intenso. Em ambos os casos o "pop" aconteceu próximo dos quinze minutos, porém, certamente as duias amostras terão resultados gustativos muito diferentes.

Otavio Linhares

Probatone

Lucca Cafés Especiais compra Probatone numero de série 0001 da Leogap

O Lucca comprou o primeiro torrador modelo Probatone da Leogap que faz parte do grupo Probat. O equipamento, após ter feito grande sucesso no mundo inteiro, agora será produzido no Brasil.
O novo torrador conta com dispositivos ainda fabricados na Alemanha, como o conjunto dos queimadores e o controlador de temperatura. Outras inovações como mesa resfriadora mais eficiente, cronômetro e termômetro digital também foram incorporados no torrador.
Georgia Franco de Souza, mestre torradora do Lucca diz que o equipamento chegou na hora certa para atender a expansão da torrefação, agora com uma grande quantidade de cafés premiados em concursos, que segundo ela "estes cafés exigem a maior atenção na torra, pois para cada um deles desenvolvemos uma curva de torra ideal".

Otavio Linhares


Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Papo de Café

"Um homem é o que ele lê, come e bebe na vida.
Logo deve escolher a melhor leitura,
a melhor comida,
e a melhor bebida,
o café..."

Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)

Café, depressão e suicídio


Pesquisas modernas mostram que o consumo de café pode diminuir o risco de depressão e suicídio.
A depressão mental é uma resposta completamente normal do cérebro humano a situação e adaptação social do indivíduo. Apenas a resposta depressiva tende a integrar o indivíduo numa sociedade, a valorizá-la e nela adaptar-se. O sintoma depressivo é uma forma de reação altamente evoluída do cérebro humano na escala animal e serve para proteger o excesso de individualismo do homem, que pode prejudicar sua integração na sociedade. Também serve para evitar que o indivíduo quebre normas estabelecidas. Todo ser humano apresenta periodicamente depressão mental, dentro de uma resposta normal do cérebro. Apenas quando ela aparece sem uma causa desencadeante ou permanece por tempo e intensidade demasiados, o indivíduo pode necessitar de ajuda. Tristeza, angústia, medo, saudade e sofrimento são formas atenuadas de depressão e demonstram a reação do indivíduo na sua adaptação familiar e social, representando reações sadias do convívio humano. Cerca de 20 % da população adulta apresentam durante sua vida episódios depressivos com manifestações clinicas significativas que precisam ser controlados com um tratamento especializado com medicamentos. A depressão, como a ansiedade, pode ser a manifestação final de fatores genéticos, problemas de desenvolvimento (distúrbios da personalidade), traumas de infância ou de problemas psicossociais (divórcio, desemprego ). A depressão pode ser um fenômeno reacional, normal, podendo também ser parte de uma doença depressiva que requer tratamento médico especifico e eficaz. Em situações de grande tristeza as mulheres ativam uma área do cérebro oito vezes maior que o homem. Esta hiperatividade é seguida por um período de depressão, razão pela qual as mulheres são mais suscetíveis a sofrerem de depressão. Há uma relação entre a depressão e a auto-estima (amor próprio), sendo que a depressão normal esta relacionada positivamente com a auto-estima, isto é, uma depressão discreta aumenta com a auto-estima - , mas caso a depressão se torne exagerada e anormal, a auto-estima começa a diminuir até atingir um nível zero, onde o risco de suicídio é grande, pela perda total do amor-próprio, levando o indivíduo ao suicídio. Diversas pesquisas epidemiológicas no Brasil e Estados entre jovens, adultos e mulheres comprovaram que o consumo diário e moderado de café diminui o risco de depressão e suicídio.

Fonte: www.cafeesaude.com.br

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Café e Saúde


EFEITOS BENÉFICOS DA CAFEÍNA PARA O RENDIMENTO DE ATLETAS

A cafeína possuí efeitos comprovados, dentre eles:

1) aumenta do rendimento físico de atletas de endurance;
2) aumenta o rendimento em exercício exaustivo e prolongado;
3) reduz a fadiga;
4) aumenta a concentração e estado de alerta.

O mais interessante é o fato de que a ingestão habitual de café não diminuí as propriedades ergogênicas da cafeína. Por outro lado, a ingestão habitual de café pode até prevenir distúrbio gastrointestinal que alguns indivíduos experimentam na sua ingestão aguda. Outro ponto que devemos chamar a atenção dos atletas de triathlon é com relação à desidratação: não existe evidência científica que relacione a ingestão de cafeína com níveis significantes de desidratação ou desbalanço eletrolítico (iônico) durante o exercício. Entretanto, devemos alertar que o consumo rotineiro de cafeína pode causar dependência e sua interrupção abrupta pode levar à irritabilidade, mudança de humor, dor de cabeça ou fadiga. Uma xícara de café pode ajudar a queimar calorias durante a "malhação", segundo um estudo do Instituto Australiano de Esportes. Os pesquisadores descobriram que mesmo pequenas quantidades de cafeína estimulam atletas a renderem um terço a mais durante sessões de exercícios. Uma única xícara de café já seria suficiente para detonar essa reação dos músculos – que passam a utilizar a gordura como fonte de energia, em vez de açúcares encontrados nos carboidratos. A cafeína já é usada por muitos fundistas como fonte suplementar de energia durante as provas. Os cientistas testaram os efeitos da cafeína também em ciclistas, que tomavam goles de refrigerantes sem gás à base de cafeína ou café durante a pedalada. Os britânicos consomem o equivalente a R$ 10 bilhões em bebidas cafeinadas por ano, mas são freqüentemente aconselhados a evitar café ou refrigerantes tipo coca-cola antes dos exercícios devido à crença de que eles têm efeito diurético e podem levar à desidratação. Mas para os nutricionistas australianos isso não passa de um mito. "Se você beber uma grande quantidade de cafeína sentado, talvez 500 miligramas, o equivalente a 5 a 6 xícaras de café, pode haver um efeito diurético, mas se você beber isso durante todo o dia, não o será", explicou a nutricionista esportiva Jane Griffths. Griffiths diz ainda que um gole de bebidas com cafeína antes de fazer exercícios pode beneficiar não só atletas de ponta, mas amadores também. Infelizmente, segundo a nutricionista, só ingerir cafeína – sem fazer exercício – não vai resultar em queima de gorduras. Outros estudos sobre os benefícios da cafeína já indicaram que a substância reduz a sensação de fatiga em até 60%.

* Luciene Ferreira Azevedo, Mestre em Fisiologia Humana pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP e Professora da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do InCor, HCFMUSP( www.incor.usp.br).

* Darcy Roberto Lima, Médico, Mestre e Doutor em Farmacologia Clínica (Ph.D.) e Pós-Doutorado em História da Medicina, Universidade de Londres, Inglaterra; Professor do Instituto de Neurologia Deolindo Couto, UFRJ. (www.cafeesaude.com.br).

Domingo, 31 de Maio de 2009

Entrevista

No Portal Espresso (Revista Espresso) Andrea Illy fala sobre crise mundial e sustentabilidade. Uma grande entrevista feita por uma grande amiga minha, que é jornalista em São Paulo, e com a qual eu tive o prazer de viajar até a Fazenda Recreio, em meados de Maio.
Aqui vai um pedacinho da entrevista que você pode ler na íntegra no site da Revista Espresso.

----------------------------------------

À frente da illycaffè, tradicional torrefadora italiana presente em mais de 140 países, Andrea Illy dá continuidade ao trabalho iniciado por seu avô. Como presidente da empresa, tem a ambiciosa tarefa de elevar a marca ao topo do setor e buscar o melhor café do mundo entre as fazendas parceiras localizadas no Brasil, América Central, Índia e África.

O empresário esteve no Brasil para participar do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, que tem como objetivo identificar e reconhecer os fornecedores dos melhores grãos. Em sua passagem pelo País, concedeu uma entrevista para a Espresso, em que fala sobre o programa sustentável da empresa e os impactos da crise econômica mundial no mercado de café.

Hoje temos o prêmio illy como motivador na produção de um café de qualidade. Para a empresa, quais regiões do País oferecem este tipo de café?

Não podemos definir desta forma, pois varia muito de ano a ano. Estas condições vão depender de uma série de fatores, como o clima em determinada região, que pode favorecer ou não uma boa colheita. Às vezes um ótimo produtor tem um problema na fazenda em um ano que o leva à produção de um café fora dos padrões de qualidade. Como também pode acontecer o contrário. Um produtor mediano produzir um ótimo café devido a condições naturais. Não se pode ter uma preferência por região.

Qual a novidade deste ano para o Prêmio illycaffè?

Vamos premiar, com um Diploma de Reconhecimento, os agentes (cooperativas, associações, consultorias e produtoras de café) dos classificadores vencedores. Como um agradecimento ao apoio aos produtores durante a safra e ajuda na difusão do conceito de um café de alta qualidade.

...

Hanny Guimarães (clique no nome dela e viaje pelo mundo do chá)

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Espaço Café Brasil


O 4º Espaço Café Brasil (25ª Fispal Food Service), realizado no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), de 15 a 18 de junho de 2009, oferece palestras e minicursos gratuitos aos visitantes. As inscrições estão abertas somente pelo site e as vagas são limitadas.

Há quatro anos o Auditório Inteligência de Mercado traz aos visitantes palestras sobre diferentes assuntos do setor. Nesta edição, o público poderá assistir a temas como negócio, agricultura sustentável, saúde, marketing, empreendedorismo, elaboração de drinques em cafeterias, franquias, entre outros. Dentre os palestrantes já confirmados estão a barista e consultora Isabela Raposeiras, o médico e consultor científico do projeto Café e Saúde Dr. Darcy Lima e os baristas campeões Léo Moço, Otavio Linhares e Yara Thaís Castanho.

No Barista Jam Brasil, que chega ao segundo ano, os visitantes poderão interagir com o moderador em minicursos sobre temas como torra, técnicas de espresso, preparo do café filtrado, técnicas de latte art e ainda cuppings – provas tradicionais de degustação de café. Alguns dos profissionais de destaque confirmados são os campeões brasileiros Marco De la Roche (Coffee in Good Spirits) e Paulo César Junqueira Jr. (Cup Tasters), o consultor e membro da SCAA Ensei Uejo Neto e os baristas Kaká Diniz e Tatiane Rodrigues, dentre outros.

O 4º Espaço Café Brasil tem copatrocínio da La Spaziale e apoio oficial da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (Sindicafé-SP), da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB).

SERVIÇO
4º Espaço Café Brasil
Data: de 15 a 18 de junho de 2009, das 13h às 21h
Local: 25ª Fispal Food Service – Expo Center Norte
Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo (SP) – próximo a Estação Tietê do metrô

INSCRIÇÕES

Auditório Inteligência de Mercado
www.espacocafebrasil.com.br/auditorio

Copa Barista 2009

Entre no site do Espaço Café Brasil e saiba tudo sobre a Copa Barista 2009. Esse é um evento de grande porte e altíssimo nível, que reúne durante quatro dias, os maiores profissionais dos cafés especiais do Brasil.
Espero te encontrar lá!
Otavio Linhares

4º espaço café brasil


Programação de palestras e minicursos

Está chegando a quarta edição da maior feira de cafés do País, o Espaço Café Brasil. De 15 a 18 de junho de 2009, no Expo Center Norte, estarão reunidos todos os profissionais da cadeia cafeeira para celebrar negócios e trocar experiências.

No Auditório Inteligência de Mercado, serão realizadas palestras voltadas a públicos diversos, como empresários de cafeterias e baristas, sobre certificações, sustentabilidade, cafeterias, gastronomia, saúde, negócios, entre outros assuntos. Já no Barista Jam Brasil, ocorrerão minicursos sobre o preparo de espressos, cappuccinos e outros drinques, prova profissional e torra.

Para completar as atividades, acontecerá a segunda edição da maior disputa de baristas do País, a Copa Barista 2009! Faça aqui a sua inscrição.

Confira a programação completa do evento no site oficial: 4º Espaço Café Brasil.

SERVIÇO

4º Espaço Café Brasil
Data: de 15 a 18 de junho de 2009, das 13h às 21h
Local: 25ª Fispal Food Service - Expo Center Norte - Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme - São Paulo (SP) - próximo à Estação Tietê do metrô

Profissão: Barista

Baristas poderão ter profissão regulamentada

A velha profissão italiana que define os especialistas no preparo artesanal de cafés de alta qualidade poderá tornar-se oficialmente reconhecida no Brasil. A proposta é do Senador Gerson Camata, admirador inveterado da bebida.
Descendente de italianos, Gerson Camata cresceu apreciando diversas formas de preparo do café e assim aprendeu a observar a diferença na qualidade da bebida elaborada por quem, de fato, conhece os grãos e as técnicas de preparo.
Somado ao completo conhecimento sobre o modo de preparar a bebida, os baristas também tem que entender da história do café, de todo o ciclo de cultivo, as etapas de processamento, técnicas de beneficiamento dos grãos, processos de torra e moagem, além dos tipos de grãos e suas origens.
Comparativamente, os baristas são para o café como o somatório de sommeliers e enólogos para o vinho, pois além de serem experts sobre o produto, tem a capacidade de criar novas e originais receitas e apresentações para a bebida.
No Brasil, apesar da profissão ainda não ser muito conhecida, possui cada vez mais adeptos que se organizam em associações, promovem intercâmbios para aperfeiçoamento entre diversos países e participam de concursos para premiar os melhores profissionais.
O projeto (PLS 206/2009) que foi motivado por solicitações recebidas pelo Gabinete do Senador Gerson Camata, foi designado apenas para a Comissão de Assuntos Sociais onde tramitará em decisão terminativa.

via Comunicação Camata / comunicacaocamata@senado.gov.br

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Coffee Art


O ilustrador Dirceu Veiga e seu trabalho de Coffee Art por Curitiba.

Coffee Art


Trabalho do ilustrador curitibano Dirceu Veiga, que por diversas vezes expôs seus trabalhos de Coffee Art na LuccA Cafés.

www.dirceuveiga.com.br
(41) 8803-3202

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Receitas de Café

Uma boa dica para se fazer um café de qualidade em casa é escolher um bom grão (data de torra próxima da data de compra e 100% arábica), moê-lo de maneira adequada ao preparo e não ferver a água.
Experimente, sempre que possível, variar a marca de café, assim como, as regiões provenientes, dessa forma, você encontrará o café que mais lhe agrada e deixará seu paladar mais apurado, não só para o café, mas para a gastronomia de uma maneira geral.

Otavio Linhares

Fazendas Certificadas


O café depois de colhido e separado precisa de mais ou menos sete dias no terreirão para secar.
Algumas fazendas de cafés especiais visando a melhoria de qualidade de seu produto, e preços mais elevados no mercado adotaram a suspensão do terreirão para uma seca mais uniforme. Dessa forma, o ar circula por todo o café facilitando a secagem, ao contrário dos terreirões de chão onde o café precisa ser virado durante todo o processo, além de ficar exposto às intempéries climáticas.
O café em terreiro suspenso também precisa ser virado durante o dia, porém, por possuir uma cobertura feita em canaletas que correm por cima do café, tem facilitado o seu manuseio por parte dos funcionários da fazenda.
O custo é mais elevado para tal e as fazendas lançam mão deste artifício para seus cafés de elite.

Fotos da Fazenda Cachoeira da Grama na região da Mogiana paulista.

Otavio Linhares

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Você sabia...

... que o café é uma das mais ricas fontes de antioxidantes da dieta. Ainda há muito por aprender, mas sabe-se que os antioxidantes podem trazer grandes benefícios e melhorar a qualidade de vida, ajudando a prevenir ou adiar doenças degenerativas e cardiovasculares. há indícios de que eles provavelmente nos protegem contra o desenvolvimento do câncer, do envelhecimento e da catarata. Muitos países recomendam maior consumo de frutas e verduras que, como se sabe, reduzem o risco de doenças degenerativas. Uma pesquisa realizada recentemente na Noruega nos dá uma base mais sólida para a compreensão da importância do café como fonte significativa de antioxidantes na dieta. Svilaas e sua equipe se propuseram determinar a contribuição de diversos grupos de alimentos ao total dos antioxidantes ingeridos e correlacionar essas ingestões com os antioxidantes do plasma sangüíneo, mediante estudo dos registros de sete dias da dieta e de amostras do plasma de 61 adultos e, além disso, análise dos dados de um estudo dietético nacional envolvendo 2672 participantes adultos em toda a Noruega por diversos grupos de alimentos ingeridos. A análise das informações obtidas através de Questionários de Freqüência de Alimentos aplicados aos 2672 adultos que participaram do estudo nacional produziu resultados semelhantes. Maiores conhecimentos sobre como cada antioxidante funciona no corpo ainda são necessários, mas os resultados deste estudo indicam que o café contribui de forma significativa para o total de antioxidantes ingeridos. Embora vários estudos anteriores mencionem os altos níveis de antioxidantes presentes no café, esta foi a primeira vez que se confirmou a elevada contribuição que ele faz ao total ingerido na dieta. Os ácidos clorogênicos (uma combinação de ácido cafêico ou ferúlico ou coumárico com o ácido quínico) são os polifenóis mais abundantes no café e se constituem na parcela mais importante do teor de antioxidantes do café.
Embora ainda não haja conhecimentos completos sobre como os antioxidantes do café funcionam, os resultados deste estudo representam um acréscimo excitante aos conhecimentos sobre os benefícios que o café pode trazer à saúde.

Otavio Linhares

Fonte: Café e Saúde / Cartas Médicas
www.cafeesaude.com.br

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Classificação de defeitos

Um café para ser classificado como especial precisa de uma seleção extremamente minuciosa, principalmente, com relação aos seus defeitos no processo de beneficiamento na fazenda. Esses defeitos podem ser simplesmente determinadas características próprias do grão (podre, com casca, coco, etc...), ou objetos estranhos que somaram-se ao café nos processos de separação.

Para o consumidor final, o mais importante é ter a certeza de adquirir um produto no qual as suas expectativas sejam saciadas dentro do melhor custo-benefício possível.

Otavio Linhares

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Latte Art

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Conceitos Interessantes


TUDO COMEÇA NA LAVOURA
Via de regra, uma fezenda que produz cafés especiais tem a aparência de um bonito jardim. Isso provém do extremo cuidado dos produtores em todas as etapas do processo, da seleção e plantio das mudas até o beneficiamento, classificação e estocagem dos grãos. Quem teve a feliz oportunidade de presenciar uma florada de cafés nunca se esquece. O perfume das flores é inebriante. Ao lado mudas de café e a florada.


CAFÉS VERDES
Nesta forma que o Lucca compra seus cafés. Grãos verdes, na sua maioria com certificação de origem, e que se enquadram na classificação adotada internacionalmente como Cafés Especiais. Os Cafés Especiais diferem dos cafés comerciais pelos critérios mais rígidos de classificação física e sensorial. Nenhum defeito grave é admitido. Conhecer a origem do grão é fundamental. Todos os lotes são certificados por entidades notórioas e idôneas. Na foto um café peneira 17/18 e ao lado, o raro grão moca ou "peaberry".


O CAFÉ CEREJA
Obrigatoriamente, para que um café seja qualificado como especial, os frutos tem que ser colhidos todos maduros. A contaminação de frutos verdes, traz adstringência e azedume à bebida. A colheita de um café especial tem que ser criteriosa, por isso chama-se colheita seletiva, ou seja seleciona-se somente grãos maduros, diferentemente da derriça, onde todos os grãos são misturados.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Fazendas Certificadas

Com o intuito de divulgar as fazendas fornecedoras de cafés especiais da BSCA, e todo processo do café na fazenda, inauguramos esta seção chamada Fazendas Certificadas, onde constarão fotos e vídeos das diversas propriedades que integram a BSCA, bem como os processos pelos quais o café passa para tornar-se especial.
Mas, antes de mais nada, o que seriam Cafés Especiais?

O termo Café Especial foi usado pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1974, por Erna Knutsen. Insatisfeitos com a qualidade do café importado, os americanos se reuniram e criaram uma associação para defender seus interesses qualitativos sobre o café, e nomearam este grupo de SCAA (Specialty Coffee Association os America). A partir de então, todo café deveria passar por uma seleção prévia para ser aceito. Nesta seleção, alguns pré-requisitos deveriam ser cumpridos, e os avaliadores eram os próprios compradores através de seus experientes provadores contratados. Os pré-requisitos seriam:

1) Cafés 100% Coffea Arabica;
2) Avaliação de apenas 300 grs de um lote;
3) Isenção de defeitos primários (que alteram o sabor);
4) Pontuação acima de 80 por 3 provadores profissionais.

De posse destes itens o café receberia um selo que garantiria sua qualidade.
Isso fez com que o mercado de cafés começasse a se especializar, alcançando preços mais elevados e criando diferenciais dentro do mercado.
No Brasil, a BSCA (Brazil Specialty Coffee Association) começou a atuar em 1992, fundada por fazendeiros interessados em melhorar a qualidade do café.


Fazenda: Cachoeira da Grama
Região: Mogiana Paulista
Proprietário: Gabriel de Carvalho Dias


by Otavio Linhares

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

2º Campeonato Sul-brasileiro de Baristas

Lotes Premiados

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Slow food


Comer é fundamental para viver. A forma como nos alimentamos tem profunda influência no que nos rodeia - na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições.Para um verdadeiro gastrônomo é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta. Além disso, melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para saboreá-la, é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso. O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção: os produtores. O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no Mundo, e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores. Através dos seus conhecimentos gastronômicos relacionados com a política, a agricultura e o ambiente, o Slow Food tornou-se uma voz ativa na agricultura e na ecologia. O Slow Food conjuga o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. As atividades da associação visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto, e aproximar os produtores de consumidores de alimentos especiais através de eventos e iniciativas.
Bom, limpo e justo: é como o movimento acredita que deve ser o alimento. O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho. Somos Co-produtores e não simples consumidores, pois tendo informação sobre como nosso alimento é produzido e apoiando efetivamente os produtores, nos tornamos parceiros no processo de produção.
Não acredito que estar vinculado a movimentos necessariamente nos torne seres humanos melhores ou piores, porém, demonstra de imediato um princípio, algo que nos é tão caro em nosso tempo presente.
O café, dentro de um padrão Slow Food, deixa para trás o seu hábito de consumo ligado apenas à cafeína, às suas propriedades estimulantes, e vincula-se, também, a valores gastronômicos já conhecidos em outros produtos do nosso cotidiano. Hoje, podemos tomar uma xícara de café e apreciá-la por completo: suas nuances de sabores e aromas que não se acreditavam existir há mais ou menos dez anos aqui no Brasil.
Somado ao vinho, ao azeite, às massas de uma forma geral, a temperos diversos que hoje inundam nossas prateleiras de supermercado e a outros itens da nossa culinária, o café pode ser encontrado, também, em variedades qualitativas não apenas em supermercados, mas, em casas especializadas que se espalham pelo país. Nessas casas o produto café recebe os devidos cuidados que já vêm desde as fazendas produtoras, sendo finalizado por mãos hábeis de torrefadores e baristas que se especializam cada vez mais em campeonatos pelo mundo afora.
Pois, lembre-se:

o melhor café nunca espera por você...

...você espera por ele!


By Otavio Linhares

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Reação de Maillard

Processo pelo qual, na minha opinião, o café adquiri suas características mais marcantes na xícara. Na torra, as qualidades finais da bebida se definem de forma pontual. Conhecendo-se o grão ainda verde, pode-se saber exatamente como torrá-lo para atingir determinadas características na bebida final. Na torra, o mestre torrefador, como é comumente chamado, dá ao café verde o que chamamos de ponto no café, que é medido por uma escala criada pela Specialty Coffee Association of America (Associação de Cafés Especiais Americana) e pela empresa Agtron. Nesta escala, oito discos em tons de marrom indicam a tonalidade da torra por uma númeração separada de dez em dez. Isso indica os diferentes pontos em que o café verde pode chegar dependendo da intenção do mestre torrefador. Em gastronomia, quando assamos ou cozemos determinada matéria-prima, iniciamos um processo conhecido como Reação de Maillard.

Louis Camille Maillard (4 de fevereiro de 1878 - 12 de maio de 1936) foi um médico e químico francês, e sua descoberta, que leva o seu nome, é uma reação química entre um aminoácido ou proteína e um carboidrato reduzido, obtendo-se produtos que dão sabor, odor e cor aos alimentos. O aspecto dourado dos alimentos após assado é o resultado desta reação. Dependendo dos tipos de proteínas e açúcares que compõem o alimento, o processo produz resultados diferentes quanto ao aspecto, cor e sabor. Estas características são diferentes entre um bolo assado, um frango assado e um café torrado, por exemplo.

Se serve de curiosidade, inúmeros cientistas defendem que a imagem de Jesus Cristo se fixou ao Santo Sudário através desta reação.








By Otavio Linhares

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Filme das Xícaras



By Otavio Linhares

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Blend ou single?

Alguns baristas e torrefadores do mundo inteiro andam discutindo muito sobre a qualidade de se trabalhar com misturas de cafés ou apenas com um tipo de café na máquina de espresso.
Mas, o que vem a ser blend ou single?
Como a própria palavra nos diz, do inglês, Blend, significa misturar, e no nosso caso, misturar diferentes tipos de cafés, ou até mesmo diferentes processos de beneficiamento, procurando alcançar um equilíbrio entre os diferentes aromas e sabores de cada café.
No caso do single, há no espresso apenas um tipo de café, o que pode tornar a bebida mais, como o próprio nome diz, simples.
Conheci baristas favoráveis aos singles, porém, foi na blendagem que encontrei a bebida perfeita. O blend nos traz a soma das diferentes forças que existem em cada café. É claro, deve-se levar em conta o conhecimento do mestre torrefador no processo da torra e nas proporções adequadas na hora da blendagem, pois, só assim, a mistura fará alguma diferença na máquina de espresso.
Acabei por admirar cafés espressos feitos com blends por serem mais complexos, principalmente, nas suas notas de sabor.
Isso funciona perfeitamente para as máquinas de espresso. Para cafés de coador de papel, ou french press, qualquer café se comporta muito bem, dos blends aos singles e, talvez, com cafés extraídos sem a pressão de uma máquina, seja mais interessante os singles por suas particularidades aromáticas e de sabor.
Acho que a bebida deve ter por objetivo proporcionar prazer a quem bebe e, dessa forma, quanto maior for o contigente de aromas e sabores para se perceber, maior será o prazer em se consumir um bom café e, nesse caso, seja ele single ou blend.

by Otavio Linhares

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Latte Art

video

Latte art by Joyce, LuccA Salvador Shopping

Cafés para Enófilos II

No link http://www.luccacafesespeciais.com.br/vinho.htm tem um comparativo interessante entre cafés e vinhos. Confira!

Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Cafés para Enófilos



Integrantes das confrarias de vinhos curitibanas estão descobrindo o vasto campo dos cafés. Intenso, encorpado, floral, cítrico são palavras também usadas no vocabulário dos apreciadores da bebida mais consumida no mundo: o café.Os enófilos, se deparam com um desafio inovador: traçar paralelos entre uvas e cafés. O paladar deve ser calibrado. Na boca, notas de sabor mais sutís como flor, fruta e baunilha ficam escondidas perto da exuberância do corpo e amargor característicos da bebida. Sabores de caramelo, cacau e chocolate são percebidos mais facilmente. No nariz a coisa já fica mais clara. A "fragrancia", como é chamada, no meio técnico, o cheiro do café recém moído, é agradável e de fácil percepção. Jasmin, flor de laranjeira, mel, podem ser notados com facilidade pelos narizes afiados dos apreciadores do vinho. Cafés de altitude, leves, aromáticos e frutados, são como os vinhos brancos? Quais brancos? Um café do Cerrado, com grande corpo, grande doçura, com notas de caramelo seria equivalente a qual tinto? Este assunto vai dar o que falar...