segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Café e Alzheimer


Beber cinco xícaras de café ao dia pode reverter o sintomas do mal de Alzheimer, sugere uma pesquisa realizada nos Estados Unidos. O estudo, feito em ratos, revelou ainda que a cafeína também pode inibir a produção da proteína beta-amiloide, considerada a causadora da doença.
Os pesquisadores usaram 55 camundongos criados para desenvolver o Alzheimer, com idade entre 18 e 19 meses, cerca de 70 anos da idade humana, e os separaram em dois grupos. Um grupo recebia 500 miligramas de cafeína misturada na água todos os dias e o outro recebia água pura.
Quando os cientistas fizeram testes comportamentais com os animais para ver como eles reagiriam, o grupo que ingeriu cafeína se saiu muito melhor nos testes de memória, habilidade e pensamento, suas performances foi equivalente a de camundongos sadios. Já aqueles que beberam água pura não evoluíram no teste.
O diagnóstico mostrou ainda que nos cérebros dos ratos que tomaram cafeína, a produção de beta-amiloide caiu em cerca de 50%. Os cientistas também criaram outros camundongos para desenvolver o Alzheimer, mas eles tomaram cafeína na idade adulta e não foram afetados com problemas na memória.
O pesquisador Gary Arendash, que liderou o último estudo comemorou o resulado. “Isso mostra que a cafeína pode ser viável para o tratamento de Alzheimer e não simplesmente uma estratégia protetora, disse.
Apesar dos ótimos resultados da pesquisa, os cientistas afirmam que ainda é cedo demais para concluir que a cafeína de fato colabora para a reversão do Alzheimer e que o próximo passo é repetir o teste em humanos.

Fonte: Revista Veja

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Beber café faz bem!


A bebida sempre foi unanimidade pelo seu sabor, mas havia uma espécie de nata encobrindo seus benefícios. Prepare-se porque vamos passar novidades fresquinhas e surpreendentes para você degustar
por REGINA P.

Puro ou adoçado? Coado ou expresso? Forte ou fraco? Arábica ou robusta? Da Colômbia ou das nossas montanhas de Minas? Com petit four ou pão de queijo? Assim como em uma cafeteria, inúmeras questões sobre o café são levantadas em centros de pesquisas ao redor do planeta. Grande parte dos cientistas busca elucidar a maior das dúvidas: afinal, ele faz mesmo bem para a saúde?
O cardiologista Bruno Mahler Mioto, do Instituto do Coração, o InCor, que fica em São Paulo, é um dos que estão atrás da resposta. “Embora existam mitos em relação à bebida e ao coração, ela não parece elevar o risco de doenças cardiovasculares”, afirma. Mioto está envolvido em um estudo sobre esse elo e ficou animado com os primeiros resultados obtidos recentemente. “O consumo de três a quatro xícaras diárias, por um grupo de 27 voluntários, não mostrou aumento da pressão arterial”, conta. Esse achado tem tudo a ver com outra pesquisa, publicada no periódico científico Circulation, da Associação Americana do Coração. Realizada com 83 076 mulheres, ela aponta, inclusive, um discreto efeito protetor contra o acidente vascular cerebral, o derrame. “Por causa do grande número de análises positivas que existem na literatura especializada, hoje não há mais razão para as pessoas temerem o cafezinho”, enfatiza Mioto. Mas daí vem mais uma pergunta: até mesmo as crianças devem incluí-lo no dia a dia? “Sim”, responde, com ar seguro, a psicóloga Carla Verônica Machado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Ela se dedica a analisar efeitos da bebida entre os pequenos. “Algumas substâncias ajudam na concentração e melhoram a memória, por isso a preparação é bem-vinda para quem está na escola”, diz.
Aliás, por falar em cérebro, um trabalho recém-concluído na Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, revela que, na massa cinzenta, a cafeína reduz os níveis de uma proteína chamada betaamilóide, que, em concentrações elevadas, seria um dos principais estopins para o Alzheimer. E outra vez nos deparamos com uma dúvida: o café é feito exclusivamente de cafeína? Quem ajuda com a resposta desta vez é o farmacêutico-bioquímico Tasso Moraes e Santos, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG: “Ele concentra diversos compostos benéficos, além de vitaminas e de sais minerais”, conta. E o mais saboroso nessa história é que a rica mistura atua em sinergia, bem ali, dentro da xicrinha.
Para o professor Tasso Moraes, o café merece lugar de destaque no seleto rol dos alimentos funcionais. E qual seria o motivo? “É que, além de oferecer nutrientes, ele contém substâncias capazes de reduzir o risco de doenças”, justifica, sem pestanejar. O pesquisador e sua equipe observaram, por exemplo, uma boa atuação no fígado. “Nós oferecemos a um grupo de ratos uma ração especial feita com café e notamos uma diminuição de nódulos hepáticos”, conta. Como esses nódulos tendem a virar encrenca, segundo Moraes é possível deduzir que a bebida protege contra o desenvolvimento de tumores.
A relação entre o fígado e o café também aparece em um estudo recente do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Os cientistas avaliaram 766 pacientes que tiveram hepatite C e entre aqueles que bebiam mais de três xícaras de cafezinho por dia houve uma desaceleração no desenvolvimento da doença.
Em ambos os trabalhos, existem suspeitas de que compostos fenólicos, moléculas presentes na bebida, estejam por trás dos resultados. Dentro dessa turma do bem, um dos destaques é o já mencionado ácido clorogênico, mas existem ainda o ácido cafeico, o ácido ferúlico e o ácido p-cumárico. “Todos eles têm ação antioxidante”, explica outra estudiosa do assunto, a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, na capital paulista.
Apesar de tantos defensores, várias questões podem continuar martelando em sua cabeça, como esta: será que todas essas substâncias benéficas se mantêm mesmo quando o fruto é processado? “Sim. Embora exista uma queda na quantidade, esses compostos permanecem em dosagens razoáveis no grão torrado”, garante a nutricionista Liliane Machado, da Universidade de Brasília, a UnB, que também faz parte do time de especialistas brasileiros atrás de respostas para tantas e tantas interrogações.
Para o professor Tasso Moraes, o café merece lugar de destaque no seleto rol dos alimentos funcionais. E qual seria o motivo? “É que, além de oferecer nutrientes, ele contém substâncias capazes de reduzir o risco de doenças”, justifica, sem pestanejar. O pesquisador e sua equipe observaram, por exemplo, uma boa atuação no fígado. “Nós oferecemos a um grupo de ratos uma ração especial feita com café e notamos uma diminuição de nódulos hepáticos”, conta. Como esses nódulos tendem a virar encrenca, segundo Moraes é possível deduzir que a bebida protege contra o desenvolvimento de tumores.
A relação entre o fígado e o café também aparece em um estudo recente do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Os cientistas avaliaram 766 pacientes que tiveram hepatite C e entre aqueles que bebiam mais de três xícaras de cafezinho por dia houve uma desaceleração no desenvolvimento da doença.
Em ambos os trabalhos, existem suspeitas de que compostos fenólicos, moléculas presentes na bebida, estejam por trás dos resultados. Dentro dessa turma do bem, um dos destaques é o já mencionado ácido clorogênico, mas existem ainda o ácido cafeico, o ácido ferúlico e o ácido p-cumárico. “Todos eles têm ação antioxidante”, explica outra estudiosa do assunto, a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, na capital paulista.
Apesar de tantos defensores, várias questões podem continuar martelando em sua cabeça, como esta: será que todas essas substâncias benéficas se mantêm mesmo quando o fruto é processado? “Sim. Embora exista uma queda na quantidade, esses compostos permanecem em dosagens razoáveis no grão torrado”, garante a nutricionista Liliane Machado, da Universidade de Brasília, a UnB, que também faz parte do time de especialistas brasileiros atrás de respostas para tantas e tantas interrogações.
Embora o processamento preserve boa parte das substâncias benéficas, é o grau de torrefação que determina a quantidade delas. “Quanto menor a torra, maior o número de compostos fenólicos e de nutrientes encontrados na bebida”, diz Liliane Machado, nutricionista da UnB. “Os grãos menos torrados também resultam em bebidas mais aromáticas”, lembra o expert Marco Suplicy, da Suplicy Cafés Especiais, em São Paulo. Aliás, a bebida não precisa ser totalmente negra para ser de boa qualidade, muito pelo contrário. “Os cafés mais escuros costumam acumular cinzas”, diz Suplicy. E, para piorar, o gosto não fica dos melhores, o que leva o consumidor a lotar a xícara com açúcar ou adoçante.
“O exagero na hora de adoçar é um dos piores erros”, lamenta Liliane, que analisa os poderes do café na diminuição do risco do diabetes do tipo 2. “Diversas experiências mostram que a ingestão saudável da bebida interfere positivamente com a absorção da glicose, que então é feita de maneira mais gradual”, explica. Assim, a produção de insulina — hormônio que se encarrega de botar o açúcar dentro das células — ocorre de forma harmoniosa, sem sobressaltos. Mas essa boa atuação dificilmente acontecerá se o preparado ficar mais parecido com uma espécie de melado.
E, agora, você pode indagar: qual é a melhor forma de adoçar? Para os baristas, ou seja, para quem conhece todas as sutilezas de gosto, o certo é tomar puro. “Bebidas de boa procedência são naturalmente adocicadas”, afirma Cleia Junqueira. Sem falar que ir devagar com o doce também ajuda na contabilidade calórica. Mas, se o seu paladar ainda não percebe a discreta doçura na xícara de um cafezinho puro, coloque a menor quantidade de açúcar possível ou apele para os edulcorantes artificiais.
A cientista sensorial Helena Maria Bolini, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista, anda investigando a interferência dos adoçantes no sabor do café. Em um estudo com mais de 200 voluntários, a equipe da professora pôde observar que a sucralose é uma boa alternativa ao açúcar, já que não contém calorias e parece não afetar tanto as características de aroma e textura do preparado. “O mais indicado é optar por versões líquidas do edulcorante, que se misturam melhor à bebida.”
Por fim, a pergunta que não quer calar: qual a medida ideal? A maioria dos especialistas sugere até 600 mililitros, o que corresponde a três ou quatro xícaras por dia. Mas para os fãs do cafezinho não existe dose certa. “Jamais deve haver excessos”, dispara o professor Tasso Moraes, da UFMG, que sugere: “Para aqueles que têm dor de estômago, insônia ou palpitação, o melhor é ir com parcimônia”. Ninguém aqui quer ser estraga-prazeres, mas um pingo de cautela, em alguns casos, nunca faz mal a ninguém.

Regina P.

sábado, 10 de outubro de 2009

Café X Vinho












Integrantes das confrarias de vinhos curitibanas estão descobrindo o vasto campo dos cafés. Intenso, encorpado, floral, cítrico são palavras também usadas no vocabulário dos apreciadores da bebida mais consumida no mundo: o café.Os enófilos, se deparam com um desafio inovador: traçar paralelos entre uvas e cafés. O paladar deve ser calibrado. Na boca, notas de sabor mais sutís como flor, fruta e baunilha ficam escondidas perto da exuberância do corpo e amargor característicos da bebida. Sabores de caramelo, cacau e chocolate são percebidos mais facilmente. No nariz a coisa já fica mais clara. A "fragrancia", como é chamada, no meio técnico, o cheiro do café recém moído, é agradável e de fácil percepção. Jasmin, flor de laranjeira, mel, podem ser notados com facilidade pelos narizes afiados dos apreciadores do vinho. Cafés de altitude, leves, aromáticos e frutados, são como os vinhos brancos? Quais brancos? Um café do Cerrado, com grande corpo, grande doçura, com notas de caramelo seria equivalente a qual tinto? Este assunto vai dar o que falar...

No link: www.luccacafesespeciais.com.br/vinho.htm, você encontra um comparativo interessante entre cafés e vinhos. Confira!

Otavio Linhares

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Curiosidades


O surgimento do filtro de papel

Na Alemanha, em 1908, a dona de casa Melitta Bentz não se adaptava aos coadores de pano. Buscou, então, coar o seu café em uma caneca de latão, com o fundo perfurado e recoberto por um pedaço de papel utilizado para reter tinta (mata-borrão). O processo deu tão certo que seu invento foi patenteado e, num pequeno quarto, ergueu sua empresa. Na feira de amostras da cidade de Leipzig, Melitta vendeu mais de mil porta filtros, dando início à expansão do negócio. Os coadores de papel logo se tornaram sucesso e em 1929 o invento já era exportado. A empresa, batizada como Melitta, ampliou sua atuação e chegou ao Brasil em 1968.

Otavio Linhares

Café é só café?


O cafeeiro (Coffea sp.) é um arbusto da família Rubiaceae e do gênero Coffea L. , da qual se conhecem 103 espécies e se colhem as sementesé, para a preparação de uma bebida estimulante, conhecida também como café. O café é largamente cultivado em países tropicais, tanto para consumo próprio como para exportação para países de clima temperado. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, seguido pelo Vietnam e a Colômbia.
Nos trópicos o cafeeiro é um vigoroso arbusto ou árvore pequena que chega facilmente a uma altura de 3-3,5 m. O caule principal é ereto, e os ramos secundários partem do principal num ângulo aproximado de 90°. As folhas, opostas onduladas nos bordos e de coloração verde-acinzentada quando jovens, encontram-se nestes ramos. As flores brancas e perfumadas surgem em grande profusão, o que a torna também uma planta ornamental.
Os frutos são ovóides, nascendo verdes e passando a vermelho e depois preto, de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante, contendo geralmente duas sementes de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo-esverdeada, envoltas por polpa branca, adocicada. As sementes torradas e moídas produzem uma bebida estimulante - o café.
O seu principal princípio ativo é a cafeína.
A espécie Coffea arabica é conhecida por café-arábico, arbusto de folhas persistentes, em que as folhas são opostas, elípticas, acuminadas inteiras por vezes onduladas, glabras e com estípulas pequenas persistentes. As flores são bracteadas e dispostas em fascículos auxiliares de quatro. A corola é tubulosa-assalveada, branca ou ligeiramente rosada. Os estames são em número de cinco. O ovário é ínfero, o fruto é uma pseudo-drupa com cerca de um centímetro e meio de comprimento, de cor vermelha ou amarela, tornando-se com a maturação castanho-anegrado, em geral com duas sementes. No café moca o fruto só tem uma semente com uma fenda longitudinal profunda.
A espécie Coffea canephora, conhecida como café-robusta ou conilon, difere da espécie anterior por ser um arbusto ou pequena árvore, geralmente multicaule, com folhas marcadamente elípticas, onduladas mais ou menos atenuadas nas extremidades. As flores agrupam-se em fascículos de seis, desenvolvendo-se em geral duas ou quatro. O limbo da corola apresenta-se com cinco a sete lobos. Os estames são isómeros. O fruto mede cerca de doze milímetros de comprimento e é vermelho. Esta espécie é espontânea desde a África Ocidental até ao Uganda.
Considera-se que o cafeeiro seja originário da Etiópia onde ainda hoje ocorre in natura. Foi levado à Arábia entre os séculos XIII e XIV e em 1690 os holandeses levaram-no para Ceilão e, logo depois, para Java. Em 1706 algumas mudas foram levadas ao Novo Mundo pelos holandeses que a introduziram inicialmente no Suriname.
Em 1645 foi aberta a primeira casa para comercialização da bebida em Veneza. Em 1652 abriram-se algumas em Londres.

Otavio Linhares

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Blend ou Single?


Alguns baristas e torrefadores do mundo inteiro andam discutindo muito sobre a qualidade de se trabalhar com misturas de cafés ou apenas com um tipo de café na máquina de espresso.

Mas, o que vem a ser blend ou single?

Como a própria palavra nos diz, do inglês, Blend, significa misturar, e no nosso caso, misturar diferentes tipos de cafés, ou até mesmo diferentes processos de beneficiamento, procurando alcançar um equilíbrio entre os diferentes aromas e sabores de cada café.
No caso do single, há no espresso apenas um tipo de café, o que pode tornar a bebida mais, como o próprio nome diz, simples, ou singular, no caso das análises sensoriais.
Conheci baristas favoráveis aos singles, porém, foi na blendagem que encontrei a bebida perfeita. O blend nos traz a soma das diferentes forças que existem em cada café. É claro, deve-se levar em conta o conhecimento do mestre torrefador no processo da torra e nas proporções adequadas na hora da blendagem, pois, só assim, a mistura fará alguma diferença na máquina de espresso.
Acabei por admirar cafés espressos feitos com blends por serem mais complexos, principalmente, nas suas notas de sabor.
Isso funciona perfeitamente para as máquinas de espresso. Para cafés de coador de papel, ou french press, qualquer café se comporta muito bem, dos blends aos singles e, talvez, com cafés extraídos sem a pressão de uma máquina, seja mais interessante os singles por suas particularidades aromáticas e de sabor.
Acho que a bebida deve ter por objetivo proporcionar prazer a quem bebe e, dessa forma, quanto maior for o contigente de aromas e sabores para se perceber, maior será o prazer em se consumir um bom café e, nesse caso, seja ele single ou blend.

Otavio Linhares

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Prêmio Veja - os melhores de Curitiba



O melhor café espresso pelo 6° ano consecutivo - Lucca Cafés Especiais

A rede está presente em quatro endereços na cidade e mantém duas lojas em Salvador. Mas é na matriz, instalada no Batel, que o casal Luiz Otávio e Georgia Franco de Souza exibe seus conhecimentos sobre a extração de um bom expresso. Com sorte, o cliente consegue acompanhá-los no recebimento das sacas de grãos verdes e na torra. Se prestar atenção no balcão de entrada, verá os ajustes da moagem no decorrer do dia. Para cada dose, os baristas usam dois blends, com matéria-prima cultivada em fazendas do cerrado e do sul de Minas Gerais (R$ 2,70 o tradicional e R$ 3,50 o ediçãolimitada). Além deles, diariamente há uma opção passada no coador e servida na mug, uma caneca de 350 mililitros (R$ 5,50). Entre os drinques, o basilicoffee shake mistura duas doses de expresso, sorvete e manjericão (R$ 9,10) e o chocolate biscotti compõe-se de café, leite, chocolate belga, avelã, gelo e chantilly (R$ 7,50). Para escoltar as bebidas, há minitablete de chocolate Valrhona (R$ 1,50), macarrón de pistache (R$ 3,50) e bolo de fubá (R$ 2,70).
PARABÉNS A EQUIPE LUCCA!!!

Regional São Paulo


Começa a Etapa São Paulo do Campeonato Brasileiro de Barista

Começa nesta terça-feira (15) a disputada etapa São Paulo que selecionará os melhores profissionais que representarão o Estado no 9º Campeonato Brasileiro de Barista. Com 15 profissionais inscritos, o certame é promovido pela Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB) e acontecerá no espaço Equip Food & Drink da Nova Equipotel, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo.

As provas seletivas da regional paulista acontecem terça e quarta-feira (15 a 16/09), com a grande final na quinta (17). As apresentações serão realizadas das 14h às 20h, na seguinte ordem:

Terça-feira:
14h00 – Eder Ferreira Delfino – Café Casa Branca
14h45 – Elaine Francisco Martins – Santo Grão Café
15h30 – Deilton de Jesus Santos – Cafeteria do Museu do Café
16h15 – Rafael Candido – Segafredo Zanette Brasil
17h00 – Cecília Meguni Sanada – Uniotávio
17h45 – André Luiz Fabbri – Suplicy Cafés Especiais
18h30 – Thiago Aparecido Sabino – Octávio Café

Quarta-feira:
14h00 – Denis Guilherme Barbosa Jerônimo – Octávio Café
14h45 – Eder Hilário – Santo Grão Café
15h30 – Hallyson Gonçalves do Nascimento – Cafeteria do Museu do Café
16h15 – Lucciano Salomão – Niewa Café
17h00 – Bruno Ferreira Silva – Suplicy Cafés Especiais
17h45 – Gicélia Amaral – CafémaQ

Cada candidato, na prova, deve preparar 12 bebidas, num período de 15 minutos, ou seja: 4 ‘espressos’ , 4 cappuccinos e 4 drinques criados pelo barista. As bebidas são avaliadas por quatro juízes sensoriais, enquanto os procedimentos relativos ao preparo são avaliados por dois juízes técnicos. Todos os juízes são coordenados por um juiz principal. Além da habilidade no preparo, a desenvoltura no servir e a iteração com os juízes também fazem parte da avaliação. Os juízes são profissionais da área, jornalistas, sommeliers e chefs.

A máquina de ‘espresso’ oficial do certame é La Cimballi e o café oficial é o Suplicy. As regras são as estabelecidas pelo WBC - World Barista Championship. O 9º Concurso Brasileiro de Barista será em data e local a serem divulgados, e o grande vencedor representará o Brasil no mundial do WBC - 2010, em Londres.

Sobre a Associação Brasileira de Café e Barista - É uma entidade sem fins lucrativos que congrega pessoas físicas e jurídicas atuantes no mercado interno de cafés especiais. É o national body do World Barista Championship (WBC) e a responsável pela realização do Campeonato Brasileiro de Barista, Campeonato Brasileiro de Latte Art, Campeonato Brasileiro de Coffee in Good Spirits e Cup Tasters Competition. Saiba mais: www.acbb.com.br.

SERVIÇO

Nova Equipotel
- Data: 14 a 17 de Setembro
- Horário: das 14 às 2O horas
- Local: Parque Anhembi - (Av. Olavo Fontoura 1209 – São Paulo – SP)
- Espaço ACBB – Equip Food & Drinks
- Informações para Imprensa: Gelma Franco (11) 9969 4504 e Cleia Junqueira (11) 9382 7658, diretoras da ACBB.

Essa etapa definirá mais alguns baristas que se juntarão aos seis já classificados pela colocação do ano passado:Yara Thaís Castanho - Suplicy Cafés Especiais (SP); Otavio Linhares (PR) - Lucca Cafés Especiais; Viviane de Bem - Café do Mercado (RS); Tatiane Rodrigues - Cafemaq (SP); Léo Moço - Besi Café (RJ); Bruna Batista - Suplicy Cafés Especiais (SP), além dos baristas finalistas da regional do Paraná, Graciele Rodrigues - Lucca Cafés Especiais; Lilian Machado - Lucca Cafés Especiais; Vera Silva - Exprés Café; Felipe de Oliveira - Lucca Cafés Especiais; Ricardo Nisiide - Exprés Café e Daniela Otto - Exprés Café.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A primeira vez a gente nunca esquece...

POR Georgia Franco de Souza* ILUSTRAÇÃO Cleiton Oliveira

...A minha foi em 2001 na feira da SCAA em Miami: senti o perfume do yirgacheffe num workshop de prova com o Mané Alves. Sempre fui apaixonada por aromas, principalmente os naturais de flores e frutas. Aquele café mudou a minha vida. A diversidade me encanta e sempre tive vontade de buscar perfis diferentes de cafés. Pessoas são diferentes, têm histórias e se apaixonam de forma diferente. Provei cafés muito bons, feitos adequadamente e em locais desconhecidos, e tive algumas decepções em locais famosos e cheios de pompa.

Em Veneza, por exemplo, na Piazza San Marco, o Caffè Florian faz parte da cultura local. No interior a decoração luxuosa conserva os ares da antiga Veneza e esbanja no dourado. No entanto, a preferência do público é pela área externa, onde há música ao vivo e as belezas da arquitetura local. O espresso vem servido em bandeja de prata com toalha de cambraia de linho e a água, em fino cristal. Um espresso perfeito. Mas, uma decepção para o cliente: ao se sentar, os percevejos tomam conta das pernas. São parasitas dos pombos da praça. Mal acabamos de apreciar o espresso, pedimos a conta com pressa. Não conseguimos curtir.

Quem não sonha tomar um latte no Espresso Vivace? A primeira coisa que fizemos ao chegar em Seattle (EUA) foi correr para lá. O lugar é pitoresco, rústico e cheio de personalidade. Pessoas com seus computadores num astral perfeito. O torrador Probat à vista de todos. Duas máquinas de espresso. O tamper dos sonhos, o shot em tamanho miniatura de David Schomer, proprietário da cafeteria. O ristretto mais denso que já tomei. Uma explosão de aromas e sabores. Mas o êxtase aconteceu no latte: espresso duplo e xícara de mais de 300 ml com a rosetta finamente detalhada. O sabor presente do café com o leite doce e macio como seda tocando os lábios, temperatura perfeita. Tudo aquilo para mim, uma reles cliente. Um sonho realizado.

Sempre tive vontade de conhecer o Caffè Artigiano em Vancouver. A família Piccolo, de origem italiana, era dona da famosa rede. Sammy Piccolo foi diversas vezes campeão canadense e conhecido por ser o barista que mais ficou em segundo lugar no mundial. Conquistaram prestígio internacional na busca pela qualidade e por oferecer cafés campeões de concursos. Naquela época o grão era torrado pela Intelligentsia de Chicago, Estados Unidos. A minha curiosidade aumentou quando soube que, em 2006, a família havia vendido o Caffè Artigiano e montado uma torrefação própria: 49th Parallel Coffee Roasters.

Em 2008, minha filha, Carolina, fez intercâmbio em Vancouver. No primeiro final de semana, ela foi até o Artigiano, onde trabalhava o então campeão canadense Michael Yung. Tomou espresso, cappuccino e me ligou: "Mãe, não gostei do café", disse, decepcionada. "Mesmo assim vou lhe mandar um pacote". Quando chegou o café, corri para prepará-lo. Realmente não era o que imaginava. Onde estava o sabor achocolatado? Tinha amargor em excesso e não consegui achar uma moagem adequada. No leite, continuava agressivo. Realmente a nova torrefação não estava no mesmo padrão da Intelligentsia. Seis meses mais tarde fui até lá. Minha curiosidade continuava enorme: será que eu não soubera extrair da melhor forma aquele café? Infelizmente confirmei minha decepção.

Surpresa ou decepção, costumo provar os cafés como uma simples cliente. Só assim posso ter a verdadeira impressão sobre o lugar. De nada adianta tomar uma bebida diferente da realidade do dia a dia da loja. A experiência tem de ser vivida anonimamente.˙

*Georgia Franco de Souza É MESTRE-TORREFADORA, BARISTA E PROPRIETÁRIA DO LUCCA CAFÉS ESPECIAIS.
*essa matéria foi extraída na íntegra do site da revista espresso.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

7º Campeonato Paranaense de Baristas


Pelo 7º ano consecutivo a LuccA Cafés Especiais engoliu o campeonato paranaense de baristas com o título, o segundo e o quarto lugares. Diferente do ano passado, onde Lilian Machado se consagrava Bi-campeã, este ano vimos Graciele Rodrigues levar seu segundo prêmio no ano - o primeiro foi a conquista do prêmio Melhores do Ano Prezeres da Mesa / Bohemia 2009, em junho deste ano. Com apenas pouco mais de nove meses na área, a garçonete que virou barista para "aprimomar-se na profissão" e dentro da cafeteria, levou com uma apresentação primorosa e tecnicamente perfeita o merecido primeiro lugar, tanto nas semi-finais, quando ficou 25 pontos à frente do segundo colocado, quanto nas finais quando mais uma vez mostrou sua técnica e maravilhou os juízes com sua calma e complascência.
Todos os seis finalistas terão direito a uma vaga no próximo campeonato brasileiro de baristas, que ainda não tem data marcada, em São Paulo. A LuccA, além de Graciele e Lilian, ainda levou o quarto lugar com Felipe Oliveira, da loja do Centro. Com esses três baristas, soma-se à equipe, ainda, para a preparação que deve durar em torno de quatro meses para o campeonato nacional, o barista Otavio Linhares, que já representou a marca em diversos campeonatos pelo mundo e que tem vaga garantida pela conquista do vice-campeonato nacional do ano passado.

PARABÉNS À EQUIPE LUCCA!

Melhores colocados LuccA em todos os campeonatos paranaenses:

I Campeonato Sul Brasileiro de Baristas - 2004
Otavio Linhares - Lucca Batel - 1º lugar
Danielle Remer Silva - Lucca Shopping Curitiba - 2º lugar
Carolina Franco de Souza - Lucca Batel - 3º lugar

II Campeonato Sul Brasileiro de Baristas - 2005
Otavio Linhares - Lucca Batel - 1º lugar
Clodoaldo Soares de Gusmão - Lucca Batel - 2º lugar
Carolina Franco de Souza - 3º lugar

III Campeonato Regional de Baristas etapa Paraná - 2006
Clodoaldo Soares de Gusmão - Lucca Batel - 1º lugar
Márcio Ferreira Barbosa - Lucca Centro - 2º lugar
Pedro Bin - Lucca Centro - 3º lugar

IV Campeonato Regional de Baristas etapa Paraná - 2007
Lilian da Silva Machado- Lucca Batel - 1º lugar
Clodoaldo Soares de Gusmão - Lucca Centro - 2º lugar

VI Campeonato Regional de Baristas etapa Paraná - 2008
Lilian da Silva Machado- Lucca Batel - 1º lugar
Otavio Linhares - Lucca Centro - 2º lugar
Graciele Rodrigues - Lucca Batel - 3º lugar

VII Campeonato Regional de Baristas etapa Paraná - 2009
Graciele Rodrigues - Lucca Batel - 1º lugar
Lilian Machado - Lucca Centro - 2º lugar

terça-feira, 14 de julho de 2009

CURSO DE BARISTA EM SALVADOR


A LuccA Cafés Especiais ofertará seu primeiro curso de barista em Salvador - BA neste mês de agosto, com o barista campeão brasileiro Otavio Linhares.
O curso tem duração de oito horas, divididas em dois dias de quatro horas cada.
São duas horas teóricas e seis horas práticas abordando desde a história do café até a confecção de espressos e cappuccinos, bem como drinks à base de leite e café.
Cada participante tem direito a um certificado e uma apostila com todo o conteúdo teórico do curso.

Para o curso de Salvador, a Café Editora em parceria com a LuccA Cafés Especiais, disponibilizará uma assinatura anual da Revista Espresso (4 números), para cada participante. Para conhecer melhor o trabalho da Café Editora: www.revistaespresso.com.br

Data: 21 e 22 de agosto
Valor: $ 290,00
Informações: (71) 3878-2066 falar com Cida

CURSO DE BARISTA

-Café
• Regiões produtoras no Brasil e no mundo;
• Processos da lavoura à torra artesanal;
• Espécies;
• Cafés Especiais X Cafés Industriais;
• Equipamentos e acessórios.

- História
• A lenda de Kaldi;
• A “descoberta” do café pelos europeus e sua expansão;
• A racionalidade e o triunfo do café;
• O café e a modernidade.

- Barista
• Quem é?;
• Equipamentos profissionais;
• Espresso e suas variantes;
• Vaporização de leite;
• Composição de bebidas à base de leite e espresso;
• Manutenção e conservação de equipamentos;
• Regras para campeonato.

Para mais informações:

cursos@luccacafesespeciais.com.br

Otavio Linhares

terça-feira, 7 de julho de 2009

Private Label


PRIVATE LABEL: A IDENTIDADE DO CLIENTE

"Private Label" quer dizer rótulo ou marca própria. (clique no link para saber mais)
A LuccA Cafés Especiais desenvolve o produto conforme as solicitações do cliente, de acordo com as exigências de qualidade e características solicitadas.
Um orçamento é apresentado de acordo com os valores dos cafés escolhidos, da embalagem, frete e outros ítens que entram na composição. A marca do produto pode ser desenvolvida dentro do projeto.
A LuccA ainda oferece blends exclusivos aos seus clientes. Veja como criar o café com a sua própria marca. Desenvolva um blend que seja adequado a sua expectativa de qualidade e preço.
Para isso, existem algumas etapas de conhecimento do produto a que se espera chegar:

1) ESCOLHA DO CAFÉ: DIVERSIDADE PARA ELABORAÇÃO DE BLENDS

A LuccA conta hoje com 17 parceiros produtores de cafés especiais, com grande diversidade de características. Confira os lotes de cafés e detalhes de cada propriedade produtora em nossa página SELEÇÃO DE CAFÉS

2) CUPPING: A ESCOLHA DOS CAFÉS MAIS ADEQUADOS PARA SEU BLEND

Em nosso laboratório, em conjunto com o cliente, provamos os cafés para compôr um blend que esteja dentro das expectativas, em termos de qualidade e preço.

3) TORRA: PARA CADA CAFÉ UMA CURVA DE TORRA IDEAL

Cada café é torrado individualmente. Também é desenvolvida uma curva de torra adequada para cada café, pois a torra influencia decisivamente no sabor final.

4) EMBALAGEM: PRÓPRIA PARA CADA PRODUTO

As embalagens são desenvolvidas para as necessidades do cliente. Podem ser de 1 kg, 500 g ou 250 gr. Podem ter válvulas aromáticas ou ter dobras "stand up". Os cafés são acomodados em caixas de papelão para transporte rodoviário. As entregas podem ser feitas em todo Brasil.

Se você tem o interesse de ter um café com o jeitinho da sua cafeteria, ou do seu negócio, entre em contato conosco para uma apreciação do produto e, até mesmo, para avaliar suas expectativas.

Um grande abraço,
Otavio Linhares.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

25ª Fispal / Stand Libermaq Espresso

Visite o site http://www.myespresso.com.br/ e confira como foi o evento de café dentro da 25ª Fispal, em São Paulo, na última semana.
Parabéns a Libermaq Espresso, e a iniciativa do Leonardo Pasquali, pela grande parceria que firmou com diversos baristas e torrefações de café, e principalmente comigo e com a LuccA Cafés Especiais.

Otavio Linhares

sábado, 13 de junho de 2009

Café e doenças neurodegenerativas


O consumo moderado e regular de café parece proteger contra doenças degenerativas como o parkinson.

As doenças degenerativas do sistema nervoso central são caracterizadas por morte neuronal de evolução gradual e insidiosa, mas progressiva e irreversível. Na grande maioria dos casos os fatores desencadeantes são ainda desconhecidos pela ciência médica. Um grande número de doenças degenerativo está associado a uma transmissão genética, com herança dominante ou recessiva enquanto que outras doenças ocorrem de forma esporádica em casos isolados de uma família. As doenças hereditárias e/ou degenerativas, pelo fato de ignorarmos a etiologia ou a patogenia, são geralmente classificadas conforme as síndromes clínicas, como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer, dentre outras. Estudos epidemiológicos sugerem um papel protetor do consumo regular de café sobre a doença e Parkinson.

Quer saber mais, clique no link abaixo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Visita à Fazenda Recreio

Foto de Guilherme Gomes

A Revista Espresso levou três dos quatro finalistas da Copa Barista 2008 para um passeio na Fazenda Recreio, em São Sebastião da Grama (SP). O trio alcançou a final da Copa Barista 2008 e como premiação em comum, conquistou uma visita à Fazenda Recreio, a 280 km da capital paulista, para conhecer de perto o cultivo do café. O prêmio era para os quatro finalistas da competição, mas a campineira Tatiane Rodrigues, segunda colocada, nos "deu um bolo" justificado e não pôde ir.

Leia a matéria na íntegra clicando no link ao lado: Revista Espresso

Otavio Linhares


terça-feira, 9 de junho de 2009

Melhores do Ano Prazeres da Mesa/Bohemia

Graciele Rodrigues, da LuccA Cafés Especiais, recebeu na noite de ontem, em São Paulo, o Prêmio de Melhor Barista do Ano da Revista Prazeres da Mesa.


Com uma grande festa que reuniu na noite de ontem, 8 de junho, no Grand Hotel Hyatt São Paulo, profissionais do mundo da gastronomia e do vinho, donos de restaurantes, importadores, jornalistas especializados, além de parceiros de Prazeres da mesa - o prêmio mais democrático da gastronomia brasileira chega ao ápice com uma relação de nomes que, definitivamente, deixam sua marca em 2009. Saul Galvão e sua inquestionável contribuição teórica. Angelo Salton, e sua visão empreendedora, abrindo caminho no mundo do vinho. Tsuyoshi Murakami e sua criativa cozinha japonesa do Kinoshita. Henrique Fogaça e sua comida com gosto de comida do Sal – cada um a seu modo compõe o alicerce da gastronomia brasileira. Eles contribuem, com o talento e a inventividade, para que a cena nacional se desenvolva ainda mais. Motivo de orgulho para todos, do comensal à equipe de Prazeres da Mesa. Neste ano, apenas uma categoria teve empate no resultado: a de barista.
No link abaixo você confere todos os premiados pela revista.

Revista Prazeres da Mesa

Entrevista com Geórgia Franco de Souza


O que caracteriza o café especial?

R: Segundo a definição da Associação Americana de Cafés Especiais, formada por compradores do produto, adotada no Brasil, é aquele que não apresenta defeitos primários, ou seja, grãos imaturos ou superamadurecidos, pedras e pedaços de pau. Além disso, o café especial deve ter uma particularidade que o diferencie dos demais, como um retrogosto de floral ou cítrico, por exemplo. Quanto mais acentuada essa característica, maior o valor do produto.

Como é feita sua certificação no Brasil?

R: É um processo conduzido em etapas pela Associação Brasileira de Cafés Especiais. Envolve uma auditoria minuciosa da lavoura ao produto final, em que são considerados aspectos agrícolas, sociais, ambientais e até uma "prova" feita com o produtor. Depois disso, o café passa por avaliação às cegas. Uma amostra do lote em questão é analisada por três provadores independentes e, se receber nota superior a 8, o lote é numerado e pode ser vendido no mercado externo na forma de café especial. Um selo, no rótulo do produto final, atesta o café torrado a partir de grãos crus certificados.

Quantos cafés brasileiros já possuem esse selo?

R: Inúmeros. É como se fossem os "grand crus" do café internacionalmente classificado como gourmet. O problema é que aqui encontramos cafés que se autodenominam gourmet, mas não têm o selo oficial. Isso é complicado. Além dos cuidados de que já falamos, o café gourmet tem prazo de validade menor que o regular. Envolve níveis de exigência e excelência com os quais o consumidor aos poucos está se familiarizando.

Se já existem cafés tão particulares no Brasil, por que não têm o mesmo prestígio do produto colombiano, principalmente no mercado americano?

R: A Colômbia não exporta nenhum grão que não seja de qualidade superior. Isso não significa que produza melhor café que o Brasil. Aqui, o processo foi exatamente o contrário. Até 1990, enquanto vigorou o controle do Instituto Brasileiro do Café (IBC), optamos por exportar quantidade e não cuidamos da qualidade. O café colombiano pode ser excelente matéria-prima para o café filtrado. Mas a tendência moderna é o espresso, para o qual ele não é ideal, pois contém elevada acidez. Por outro lado, o sucesso do produto colombiano nos Estados Unidos se deve ao fato de o governo americano ter destinado milhões de dólares à cafeicultura do país, como parte de um programa de combate ao tráfico de drogas.

O consumo de café orgânico já é significativo?

R: Para nós, defensores do café especial, o café orgânico não tem grande importância. O que conta é ser arábica, de qualidade, com particularidades de sabor e aroma. O café orgânico está mais associado à filosofia de proteção ao meio ambiente. Países como o Japão, que é extremamente exigente, querem não só um café orgânico, mas uma bebida excelente. E isso implica custo de produção e preço final muito altos.

Quantas variedades de café existem?

R: Há pelo menos 25 espécies importantes, mas apenas duas delas são as mais conhecidas: arábica e robusta. Entre esses dois tipos existem grandes diferenças. Para começar, o arábica, mais valorizado, é uma planta complexa (tem 44 cromossomos, contra os 22 do robusta) e, por isso, exige condições climáticas muito propícias ao plantio. Só se dá bem em altitudes elevadas, acima dos 800 metros, com boa quantidade de chuva e de insolação. Mais resistente, o robusta adapta-se facilmente às regiões quentes e de altitudes menores. Os custos da produção são reduzidos, porém o resultado é diverso. O robusta apresenta o dobro de cafeína, mais amargor, e pouca acidez, o que explica a preferência dos gourmets pelo arábica.

Qual é o blend ideal para o espresso?

R: A base precisa ser um café doce; a mistura deve conter alguns grãos mais ácidos, provenientes de altitudes elevadas. O equilíbrio é crucial. A acidez atribui vivacidade e emoção à bebida - não estou falando do gosto amargo do café que foi colhido antes de amadurecer. O arábica brasileiro fornece boa base, pois não é ácido. Por isso costuma ser muito apreciado e usado pelos italianos, os maiores entusiastas de espresso do mundo. Temperam-no com grãos ácidos cultivados na América Central e África.

Como identificar um bom espresso?

R: O equilíbrio é importante. Não pode ser ácido demais, nem muito doce e não deve ter um final amargo. A qualidade está na harmonia entre aroma, corpo, acidez, sabor e retrogosto.

A torra influencia muito a qualidade do café?

R: Bastante. Libera substâncias e gases, melhorando o gosto da bebida. Além disso, a torra controla a acidez natural do grão. Quanto mais clara ela se mostra, mais realça o aroma. A torra escura reduz a acidez, porém confere o que chamamos de "bittersweet", ou seja, sabor doce e amargo ao mesmo tempo. Os diferentes tipos de grão que compõem um blend são torrados separadamente e misturados depois.

De que forma a moagem interfere no sabor?

R: Ela tem relação direta com o aroma. Aquela fragrância característica do café é intensa só até 15 minutos após a moagem. Depois disso, dissipa-se no ar. O tempo também reduz a cremosidade e o sabor. O ideal, em casa, seria moer o café no momento do preparo. Já os baristas devem moer conforme a demanda, para garantir o frescor.

Qual é a região brasileira que produz os melhores cafés?

R: Em termos de premiação, o sul de Minas é a região que mais se destaca atualmente. Mas não significa que seja a única. Um professor português, do qual fui aluna, dizia que cafés de excelente qualidade existem no mundo todo, o difícil é ter acesso a eles.

Qual é a receita do bom espresso?

R: Tecnicamente é a seguinte: 30 mililitros de água pura, 7 gramas de pó, submetidos a uma temperatura de 90 graus centígrados e uma pressão de 9 atmosferas. O equipamento deve manter a temperatura da água e a pressão constantes. E é essencial contar com mãos bem treinadas.

Por que os especialistas preferem o café curto?

R: Porque o consideram o filet mignon do café. É como se fosse a primeira prensa da azeitona para fazer o óleo de oliva. Um café curto tem a metade da água do espresso, ou seja, de 15 a 20 mililitros, e, por isso, o tempo de contato entre o pó e a água é menor, o que reduz a quantidade de cafeína. Mas a principal vantagem é o sabor, mais concentrado.

Qual é o tamanho-padrão de xícara para o espresso e para o cappuccino?

R: Mais do que a xícara, o que importa no espresso é o volume máximo de 30 mililitros. A partir daí a bebida começa a apresentar aroma e sabor desagradáveis. No caso do cappuccino, a quantidade de café tem de ser proporcional à do leite e da espuma. Se a xícara for grande, os 30 mililitros de espresso vão ser insuficientes quando misturados ao leite.

Qual é a melhor maneira de conservar o café?

R: Quanto menor o contato com o ar, menor sua oxidação. É importante mantê-lo abrigado da luz, em local fresco e seco. Pode-se colocar o café na geladeira, desde que esteja dentro de um frasco bem vedado. No caso do produto fechado, existem formas de embalar, como a que utiliza injeção de gás nitrogênio, que favorece a conservação.

Há diferença entre o café em sachê e o em pó?

R: O sachê serve para ambientes em que não haja condições de preparo profissional. Nunca vai dar um café nota 10 como também não dará um nota 3. Mas é muito prático. Afinal, a vida moderna nos obriga a ser versáteis.

Otavio Linhares

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Curvas de Torra

Duas curvas de torra, lado a lado, com diferentes gradientes de aumento de temperatura. Percebam a diferença de desenvolvimento da curva 1 (torra feita em um Leogap T5), em relação à curva 2 (torra feita em um Probatone). Na curva 1 a temperatura inicia foi mais elevada, iniciando a caramelização antes dos dez minutos.
Na curva 2 a temperatura inicial foi menor, porém, com o aumento gradual mais intenso. Em ambos os casos o "pop" aconteceu próximo dos quinze minutos, porém, certamente as duias amostras terão resultados gustativos muito diferentes.

Otavio Linhares

Probatone

Lucca Cafés Especiais compra Probatone numero de série 0001 da Leogap

O Lucca comprou o primeiro torrador modelo Probatone da Leogap que faz parte do grupo Probat. O equipamento, após ter feito grande sucesso no mundo inteiro, agora será produzido no Brasil.
O novo torrador conta com dispositivos ainda fabricados na Alemanha, como o conjunto dos queimadores e o controlador de temperatura. Outras inovações como mesa resfriadora mais eficiente, cronômetro e termômetro digital também foram incorporados no torrador.
Georgia Franco de Souza, mestre torradora do Lucca diz que o equipamento chegou na hora certa para atender a expansão da torrefação, agora com uma grande quantidade de cafés premiados em concursos, que segundo ela "estes cafés exigem a maior atenção na torra, pois para cada um deles desenvolvemos uma curva de torra ideal".

Otavio Linhares


terça-feira, 2 de junho de 2009

Papo de Café

"Um homem é o que ele lê, come e bebe na vida.
Logo deve escolher a melhor leitura,
a melhor comida,
e a melhor bebida,
o café..."

Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)

Café, depressão e suicídio


Pesquisas modernas mostram que o consumo de café pode diminuir o risco de depressão e suicídio.
A depressão mental é uma resposta completamente normal do cérebro humano a situação e adaptação social do indivíduo. Apenas a resposta depressiva tende a integrar o indivíduo numa sociedade, a valorizá-la e nela adaptar-se. O sintoma depressivo é uma forma de reação altamente evoluída do cérebro humano na escala animal e serve para proteger o excesso de individualismo do homem, que pode prejudicar sua integração na sociedade. Também serve para evitar que o indivíduo quebre normas estabelecidas. Todo ser humano apresenta periodicamente depressão mental, dentro de uma resposta normal do cérebro. Apenas quando ela aparece sem uma causa desencadeante ou permanece por tempo e intensidade demasiados, o indivíduo pode necessitar de ajuda. Tristeza, angústia, medo, saudade e sofrimento são formas atenuadas de depressão e demonstram a reação do indivíduo na sua adaptação familiar e social, representando reações sadias do convívio humano. Cerca de 20 % da população adulta apresentam durante sua vida episódios depressivos com manifestações clinicas significativas que precisam ser controlados com um tratamento especializado com medicamentos. A depressão, como a ansiedade, pode ser a manifestação final de fatores genéticos, problemas de desenvolvimento (distúrbios da personalidade), traumas de infância ou de problemas psicossociais (divórcio, desemprego ). A depressão pode ser um fenômeno reacional, normal, podendo também ser parte de uma doença depressiva que requer tratamento médico especifico e eficaz. Em situações de grande tristeza as mulheres ativam uma área do cérebro oito vezes maior que o homem. Esta hiperatividade é seguida por um período de depressão, razão pela qual as mulheres são mais suscetíveis a sofrerem de depressão. Há uma relação entre a depressão e a auto-estima (amor próprio), sendo que a depressão normal esta relacionada positivamente com a auto-estima, isto é, uma depressão discreta aumenta com a auto-estima - , mas caso a depressão se torne exagerada e anormal, a auto-estima começa a diminuir até atingir um nível zero, onde o risco de suicídio é grande, pela perda total do amor-próprio, levando o indivíduo ao suicídio. Diversas pesquisas epidemiológicas no Brasil e Estados entre jovens, adultos e mulheres comprovaram que o consumo diário e moderado de café diminui o risco de depressão e suicídio.

Fonte: www.cafeesaude.com.br

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Café e Saúde


EFEITOS BENÉFICOS DA CAFEÍNA PARA O RENDIMENTO DE ATLETAS

A cafeína possuí efeitos comprovados, dentre eles:

1) aumenta do rendimento físico de atletas de endurance;
2) aumenta o rendimento em exercício exaustivo e prolongado;
3) reduz a fadiga;
4) aumenta a concentração e estado de alerta.

O mais interessante é o fato de que a ingestão habitual de café não diminuí as propriedades ergogênicas da cafeína. Por outro lado, a ingestão habitual de café pode até prevenir distúrbio gastrointestinal que alguns indivíduos experimentam na sua ingestão aguda. Outro ponto que devemos chamar a atenção dos atletas de triathlon é com relação à desidratação: não existe evidência científica que relacione a ingestão de cafeína com níveis significantes de desidratação ou desbalanço eletrolítico (iônico) durante o exercício. Entretanto, devemos alertar que o consumo rotineiro de cafeína pode causar dependência e sua interrupção abrupta pode levar à irritabilidade, mudança de humor, dor de cabeça ou fadiga. Uma xícara de café pode ajudar a queimar calorias durante a "malhação", segundo um estudo do Instituto Australiano de Esportes. Os pesquisadores descobriram que mesmo pequenas quantidades de cafeína estimulam atletas a renderem um terço a mais durante sessões de exercícios. Uma única xícara de café já seria suficiente para detonar essa reação dos músculos – que passam a utilizar a gordura como fonte de energia, em vez de açúcares encontrados nos carboidratos. A cafeína já é usada por muitos fundistas como fonte suplementar de energia durante as provas. Os cientistas testaram os efeitos da cafeína também em ciclistas, que tomavam goles de refrigerantes sem gás à base de cafeína ou café durante a pedalada. Os britânicos consomem o equivalente a R$ 10 bilhões em bebidas cafeinadas por ano, mas são freqüentemente aconselhados a evitar café ou refrigerantes tipo coca-cola antes dos exercícios devido à crença de que eles têm efeito diurético e podem levar à desidratação. Mas para os nutricionistas australianos isso não passa de um mito. "Se você beber uma grande quantidade de cafeína sentado, talvez 500 miligramas, o equivalente a 5 a 6 xícaras de café, pode haver um efeito diurético, mas se você beber isso durante todo o dia, não o será", explicou a nutricionista esportiva Jane Griffths. Griffiths diz ainda que um gole de bebidas com cafeína antes de fazer exercícios pode beneficiar não só atletas de ponta, mas amadores também. Infelizmente, segundo a nutricionista, só ingerir cafeína – sem fazer exercício – não vai resultar em queima de gorduras. Outros estudos sobre os benefícios da cafeína já indicaram que a substância reduz a sensação de fatiga em até 60%.

* Luciene Ferreira Azevedo, Mestre em Fisiologia Humana pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP e Professora da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do InCor, HCFMUSP( www.incor.usp.br).

* Darcy Roberto Lima, Médico, Mestre e Doutor em Farmacologia Clínica (Ph.D.) e Pós-Doutorado em História da Medicina, Universidade de Londres, Inglaterra; Professor do Instituto de Neurologia Deolindo Couto, UFRJ. (www.cafeesaude.com.br).

domingo, 31 de maio de 2009

Entrevista

No Portal Espresso (Revista Espresso) Andrea Illy fala sobre crise mundial e sustentabilidade. Uma grande entrevista feita por uma grande amiga minha, que é jornalista em São Paulo, e com a qual eu tive o prazer de viajar até a Fazenda Recreio, em meados de Maio.
Aqui vai um pedacinho da entrevista que você pode ler na íntegra no site da Revista Espresso.

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À frente da illycaffè, tradicional torrefadora italiana presente em mais de 140 países, Andrea Illy dá continuidade ao trabalho iniciado por seu avô. Como presidente da empresa, tem a ambiciosa tarefa de elevar a marca ao topo do setor e buscar o melhor café do mundo entre as fazendas parceiras localizadas no Brasil, América Central, Índia e África.

O empresário esteve no Brasil para participar do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, que tem como objetivo identificar e reconhecer os fornecedores dos melhores grãos. Em sua passagem pelo País, concedeu uma entrevista para a Espresso, em que fala sobre o programa sustentável da empresa e os impactos da crise econômica mundial no mercado de café.

Hoje temos o prêmio illy como motivador na produção de um café de qualidade. Para a empresa, quais regiões do País oferecem este tipo de café?

Não podemos definir desta forma, pois varia muito de ano a ano. Estas condições vão depender de uma série de fatores, como o clima em determinada região, que pode favorecer ou não uma boa colheita. Às vezes um ótimo produtor tem um problema na fazenda em um ano que o leva à produção de um café fora dos padrões de qualidade. Como também pode acontecer o contrário. Um produtor mediano produzir um ótimo café devido a condições naturais. Não se pode ter uma preferência por região.

Qual a novidade deste ano para o Prêmio illycaffè?

Vamos premiar, com um Diploma de Reconhecimento, os agentes (cooperativas, associações, consultorias e produtoras de café) dos classificadores vencedores. Como um agradecimento ao apoio aos produtores durante a safra e ajuda na difusão do conceito de um café de alta qualidade.

...

Hanny Guimarães (clique no nome dela e viaje pelo mundo do chá)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Espaço Café Brasil


O 4º Espaço Café Brasil (25ª Fispal Food Service), realizado no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), de 15 a 18 de junho de 2009, oferece palestras e minicursos gratuitos aos visitantes. As inscrições estão abertas somente pelo site e as vagas são limitadas.

Há quatro anos o Auditório Inteligência de Mercado traz aos visitantes palestras sobre diferentes assuntos do setor. Nesta edição, o público poderá assistir a temas como negócio, agricultura sustentável, saúde, marketing, empreendedorismo, elaboração de drinques em cafeterias, franquias, entre outros. Dentre os palestrantes já confirmados estão a barista e consultora Isabela Raposeiras, o médico e consultor científico do projeto Café e Saúde Dr. Darcy Lima e os baristas campeões Léo Moço, Otavio Linhares e Yara Thaís Castanho.

No Barista Jam Brasil, que chega ao segundo ano, os visitantes poderão interagir com o moderador em minicursos sobre temas como torra, técnicas de espresso, preparo do café filtrado, técnicas de latte art e ainda cuppings – provas tradicionais de degustação de café. Alguns dos profissionais de destaque confirmados são os campeões brasileiros Marco De la Roche (Coffee in Good Spirits) e Paulo César Junqueira Jr. (Cup Tasters), o consultor e membro da SCAA Ensei Uejo Neto e os baristas Kaká Diniz e Tatiane Rodrigues, dentre outros.

O 4º Espaço Café Brasil tem copatrocínio da La Spaziale e apoio oficial da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (Sindicafé-SP), da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB).

SERVIÇO
4º Espaço Café Brasil
Data: de 15 a 18 de junho de 2009, das 13h às 21h
Local: 25ª Fispal Food Service – Expo Center Norte
Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo (SP) – próximo a Estação Tietê do metrô

INSCRIÇÕES

Auditório Inteligência de Mercado
www.espacocafebrasil.com.br/auditorio

Copa Barista 2009

Entre no site do Espaço Café Brasil e saiba tudo sobre a Copa Barista 2009. Esse é um evento de grande porte e altíssimo nível, que reúne durante quatro dias, os maiores profissionais dos cafés especiais do Brasil.
Espero te encontrar lá!
Otavio Linhares

4º espaço café brasil


Programação de palestras e minicursos

Está chegando a quarta edição da maior feira de cafés do País, o Espaço Café Brasil. De 15 a 18 de junho de 2009, no Expo Center Norte, estarão reunidos todos os profissionais da cadeia cafeeira para celebrar negócios e trocar experiências.

No Auditório Inteligência de Mercado, serão realizadas palestras voltadas a públicos diversos, como empresários de cafeterias e baristas, sobre certificações, sustentabilidade, cafeterias, gastronomia, saúde, negócios, entre outros assuntos. Já no Barista Jam Brasil, ocorrerão minicursos sobre o preparo de espressos, cappuccinos e outros drinques, prova profissional e torra.

Para completar as atividades, acontecerá a segunda edição da maior disputa de baristas do País, a Copa Barista 2009! Faça aqui a sua inscrição.

Confira a programação completa do evento no site oficial: 4º Espaço Café Brasil.

SERVIÇO

4º Espaço Café Brasil
Data: de 15 a 18 de junho de 2009, das 13h às 21h
Local: 25ª Fispal Food Service - Expo Center Norte - Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme - São Paulo (SP) - próximo à Estação Tietê do metrô

Profissão: Barista

Baristas poderão ter profissão regulamentada

A velha profissão italiana que define os especialistas no preparo artesanal de cafés de alta qualidade poderá tornar-se oficialmente reconhecida no Brasil. A proposta é do Senador Gerson Camata, admirador inveterado da bebida.
Descendente de italianos, Gerson Camata cresceu apreciando diversas formas de preparo do café e assim aprendeu a observar a diferença na qualidade da bebida elaborada por quem, de fato, conhece os grãos e as técnicas de preparo.
Somado ao completo conhecimento sobre o modo de preparar a bebida, os baristas também tem que entender da história do café, de todo o ciclo de cultivo, as etapas de processamento, técnicas de beneficiamento dos grãos, processos de torra e moagem, além dos tipos de grãos e suas origens.
Comparativamente, os baristas são para o café como o somatório de sommeliers e enólogos para o vinho, pois além de serem experts sobre o produto, tem a capacidade de criar novas e originais receitas e apresentações para a bebida.
No Brasil, apesar da profissão ainda não ser muito conhecida, possui cada vez mais adeptos que se organizam em associações, promovem intercâmbios para aperfeiçoamento entre diversos países e participam de concursos para premiar os melhores profissionais.
O projeto (PLS 206/2009) que foi motivado por solicitações recebidas pelo Gabinete do Senador Gerson Camata, foi designado apenas para a Comissão de Assuntos Sociais onde tramitará em decisão terminativa.

via Comunicação Camata / comunicacaocamata@senado.gov.br

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Coffee Art


O ilustrador Dirceu Veiga e seu trabalho de Coffee Art por Curitiba.

Coffee Art


Trabalho do ilustrador curitibano Dirceu Veiga, que por diversas vezes expôs seus trabalhos de Coffee Art na LuccA Cafés.

www.dirceuveiga.com.br
(41) 8803-3202

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Receitas de Café

Uma boa dica para se fazer um café de qualidade em casa é escolher um bom grão (data de torra próxima da data de compra e 100% arábica), moê-lo de maneira adequada ao preparo e não ferver a água.
Experimente, sempre que possível, variar a marca de café, assim como, as regiões provenientes, dessa forma, você encontrará o café que mais lhe agrada e deixará seu paladar mais apurado, não só para o café, mas para a gastronomia de uma maneira geral.

Otavio Linhares

Fazendas Certificadas


O café depois de colhido e separado precisa de mais ou menos sete dias no terreirão para secar.
Algumas fazendas de cafés especiais visando a melhoria de qualidade de seu produto, e preços mais elevados no mercado adotaram a suspensão do terreirão para uma seca mais uniforme. Dessa forma, o ar circula por todo o café facilitando a secagem, ao contrário dos terreirões de chão onde o café precisa ser virado durante todo o processo, além de ficar exposto às intempéries climáticas.
O café em terreiro suspenso também precisa ser virado durante o dia, porém, por possuir uma cobertura feita em canaletas que correm por cima do café, tem facilitado o seu manuseio por parte dos funcionários da fazenda.
O custo é mais elevado para tal e as fazendas lançam mão deste artifício para seus cafés de elite.

Fotos da Fazenda Cachoeira da Grama na região da Mogiana paulista.

Otavio Linhares

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Você sabia...

... que o café é uma das mais ricas fontes de antioxidantes da dieta. Ainda há muito por aprender, mas sabe-se que os antioxidantes podem trazer grandes benefícios e melhorar a qualidade de vida, ajudando a prevenir ou adiar doenças degenerativas e cardiovasculares. há indícios de que eles provavelmente nos protegem contra o desenvolvimento do câncer, do envelhecimento e da catarata. Muitos países recomendam maior consumo de frutas e verduras que, como se sabe, reduzem o risco de doenças degenerativas. Uma pesquisa realizada recentemente na Noruega nos dá uma base mais sólida para a compreensão da importância do café como fonte significativa de antioxidantes na dieta. Svilaas e sua equipe se propuseram determinar a contribuição de diversos grupos de alimentos ao total dos antioxidantes ingeridos e correlacionar essas ingestões com os antioxidantes do plasma sangüíneo, mediante estudo dos registros de sete dias da dieta e de amostras do plasma de 61 adultos e, além disso, análise dos dados de um estudo dietético nacional envolvendo 2672 participantes adultos em toda a Noruega por diversos grupos de alimentos ingeridos. A análise das informações obtidas através de Questionários de Freqüência de Alimentos aplicados aos 2672 adultos que participaram do estudo nacional produziu resultados semelhantes. Maiores conhecimentos sobre como cada antioxidante funciona no corpo ainda são necessários, mas os resultados deste estudo indicam que o café contribui de forma significativa para o total de antioxidantes ingeridos. Embora vários estudos anteriores mencionem os altos níveis de antioxidantes presentes no café, esta foi a primeira vez que se confirmou a elevada contribuição que ele faz ao total ingerido na dieta. Os ácidos clorogênicos (uma combinação de ácido cafêico ou ferúlico ou coumárico com o ácido quínico) são os polifenóis mais abundantes no café e se constituem na parcela mais importante do teor de antioxidantes do café.
Embora ainda não haja conhecimentos completos sobre como os antioxidantes do café funcionam, os resultados deste estudo representam um acréscimo excitante aos conhecimentos sobre os benefícios que o café pode trazer à saúde.

Otavio Linhares

Fonte: Café e Saúde / Cartas Médicas
www.cafeesaude.com.br

terça-feira, 13 de maio de 2008

Classificação de defeitos

Um café para ser classificado como especial precisa de uma seleção extremamente minuciosa, principalmente, com relação aos seus defeitos no processo de beneficiamento na fazenda. Esses defeitos podem ser simplesmente determinadas características próprias do grão (podre, com casca, coco, etc...), ou objetos estranhos que somaram-se ao café nos processos de separação.

Para o consumidor final, o mais importante é ter a certeza de adquirir um produto no qual as suas expectativas sejam saciadas dentro do melhor custo-benefício possível.

Otavio Linhares

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Latte Art

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Conceitos Interessantes


TUDO COMEÇA NA LAVOURA
Via de regra, uma fezenda que produz cafés especiais tem a aparência de um bonito jardim. Isso provém do extremo cuidado dos produtores em todas as etapas do processo, da seleção e plantio das mudas até o beneficiamento, classificação e estocagem dos grãos. Quem teve a feliz oportunidade de presenciar uma florada de cafés nunca se esquece. O perfume das flores é inebriante. Ao lado mudas de café e a florada.


CAFÉS VERDES
Nesta forma que o Lucca compra seus cafés. Grãos verdes, na sua maioria com certificação de origem, e que se enquadram na classificação adotada internacionalmente como Cafés Especiais. Os Cafés Especiais diferem dos cafés comerciais pelos critérios mais rígidos de classificação física e sensorial. Nenhum defeito grave é admitido. Conhecer a origem do grão é fundamental. Todos os lotes são certificados por entidades notórioas e idôneas. Na foto um café peneira 17/18 e ao lado, o raro grão moca ou "peaberry".


O CAFÉ CEREJA
Obrigatoriamente, para que um café seja qualificado como especial, os frutos tem que ser colhidos todos maduros. A contaminação de frutos verdes, traz adstringência e azedume à bebida. A colheita de um café especial tem que ser criteriosa, por isso chama-se colheita seletiva, ou seja seleciona-se somente grãos maduros, diferentemente da derriça, onde todos os grãos são misturados.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Fazendas Certificadas

Com o intuito de divulgar as fazendas fornecedoras de cafés especiais da BSCA, e todo processo do café na fazenda, inauguramos esta seção chamada Fazendas Certificadas, onde constarão fotos e vídeos das diversas propriedades que integram a BSCA, bem como os processos pelos quais o café passa para tornar-se especial.
Mas, antes de mais nada, o que seriam Cafés Especiais?

O termo Café Especial foi usado pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1974, por Erna Knutsen. Insatisfeitos com a qualidade do café importado, os americanos se reuniram e criaram uma associação para defender seus interesses qualitativos sobre o café, e nomearam este grupo de SCAA (Specialty Coffee Association os America). A partir de então, todo café deveria passar por uma seleção prévia para ser aceito. Nesta seleção, alguns pré-requisitos deveriam ser cumpridos, e os avaliadores eram os próprios compradores através de seus experientes provadores contratados. Os pré-requisitos seriam:

1) Cafés 100% Coffea Arabica;
2) Avaliação de apenas 300 grs de um lote;
3) Isenção de defeitos primários (que alteram o sabor);
4) Pontuação acima de 80 por 3 provadores profissionais.

De posse destes itens o café receberia um selo que garantiria sua qualidade.
Isso fez com que o mercado de cafés começasse a se especializar, alcançando preços mais elevados e criando diferenciais dentro do mercado.
No Brasil, a BSCA (Brazil Specialty Coffee Association) começou a atuar em 1992, fundada por fazendeiros interessados em melhorar a qualidade do café.


Fazenda: Cachoeira da Grama
Região: Mogiana Paulista
Proprietário: Gabriel de Carvalho Dias


by Otavio Linhares

quinta-feira, 17 de abril de 2008

2º Campeonato Sul-brasileiro de Baristas

Lotes Premiados

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Slow food


Comer é fundamental para viver. A forma como nos alimentamos tem profunda influência no que nos rodeia - na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições.Para um verdadeiro gastrônomo é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta. Além disso, melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para saboreá-la, é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso. O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção: os produtores. O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no Mundo, e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores. Através dos seus conhecimentos gastronômicos relacionados com a política, a agricultura e o ambiente, o Slow Food tornou-se uma voz ativa na agricultura e na ecologia. O Slow Food conjuga o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. As atividades da associação visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto, e aproximar os produtores de consumidores de alimentos especiais através de eventos e iniciativas.
Bom, limpo e justo: é como o movimento acredita que deve ser o alimento. O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho. Somos Co-produtores e não simples consumidores, pois tendo informação sobre como nosso alimento é produzido e apoiando efetivamente os produtores, nos tornamos parceiros no processo de produção.
Não acredito que estar vinculado a movimentos necessariamente nos torne seres humanos melhores ou piores, porém, demonstra de imediato um princípio, algo que nos é tão caro em nosso tempo presente.
O café, dentro de um padrão Slow Food, deixa para trás o seu hábito de consumo ligado apenas à cafeína, às suas propriedades estimulantes, e vincula-se, também, a valores gastronômicos já conhecidos em outros produtos do nosso cotidiano. Hoje, podemos tomar uma xícara de café e apreciá-la por completo: suas nuances de sabores e aromas que não se acreditavam existir há mais ou menos dez anos aqui no Brasil.
Somado ao vinho, ao azeite, às massas de uma forma geral, a temperos diversos que hoje inundam nossas prateleiras de supermercado e a outros itens da nossa culinária, o café pode ser encontrado, também, em variedades qualitativas não apenas em supermercados, mas, em casas especializadas que se espalham pelo país. Nessas casas o produto café recebe os devidos cuidados que já vêm desde as fazendas produtoras, sendo finalizado por mãos hábeis de torrefadores e baristas que se especializam cada vez mais em campeonatos pelo mundo afora.
Pois, lembre-se:

o melhor café nunca espera por você...

...você espera por ele!


By Otavio Linhares

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Reação de Maillard

Processo pelo qual, na minha opinião, o café adquiri suas características mais marcantes na xícara. Na torra, as qualidades finais da bebida se definem de forma pontual. Conhecendo-se o grão ainda verde, pode-se saber exatamente como torrá-lo para atingir determinadas características na bebida final. Na torra, o mestre torrefador, como é comumente chamado, dá ao café verde o que chamamos de ponto no café, que é medido por uma escala criada pela Specialty Coffee Association of America (Associação de Cafés Especiais Americana) e pela empresa Agtron. Nesta escala, oito discos em tons de marrom indicam a tonalidade da torra por uma númeração separada de dez em dez. Isso indica os diferentes pontos em que o café verde pode chegar dependendo da intenção do mestre torrefador. Em gastronomia, quando assamos ou cozemos determinada matéria-prima, iniciamos um processo conhecido como Reação de Maillard.

Louis Camille Maillard (4 de fevereiro de 1878 - 12 de maio de 1936) foi um médico e químico francês, e sua descoberta, que leva o seu nome, é uma reação química entre um aminoácido ou proteína e um carboidrato reduzido, obtendo-se produtos que dão sabor, odor e cor aos alimentos. O aspecto dourado dos alimentos após assado é o resultado desta reação. Dependendo dos tipos de proteínas e açúcares que compõem o alimento, o processo produz resultados diferentes quanto ao aspecto, cor e sabor. Estas características são diferentes entre um bolo assado, um frango assado e um café torrado, por exemplo.

Se serve de curiosidade, inúmeros cientistas defendem que a imagem de Jesus Cristo se fixou ao Santo Sudário através desta reação.








By Otavio Linhares

terça-feira, 8 de abril de 2008

Filme das Xícaras



By Otavio Linhares

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Blend ou single?

Alguns baristas e torrefadores do mundo inteiro andam discutindo muito sobre a qualidade de se trabalhar com misturas de cafés ou apenas com um tipo de café na máquina de espresso.
Mas, o que vem a ser blend ou single?
Como a própria palavra nos diz, do inglês, Blend, significa misturar, e no nosso caso, misturar diferentes tipos de cafés, ou até mesmo diferentes processos de beneficiamento, procurando alcançar um equilíbrio entre os diferentes aromas e sabores de cada café.
No caso do single, há no espresso apenas um tipo de café, o que pode tornar a bebida mais, como o próprio nome diz, simples.
Conheci baristas favoráveis aos singles, porém, foi na blendagem que encontrei a bebida perfeita. O blend nos traz a soma das diferentes forças que existem em cada café. É claro, deve-se levar em conta o conhecimento do mestre torrefador no processo da torra e nas proporções adequadas na hora da blendagem, pois, só assim, a mistura fará alguma diferença na máquina de espresso.
Acabei por admirar cafés espressos feitos com blends por serem mais complexos, principalmente, nas suas notas de sabor.
Isso funciona perfeitamente para as máquinas de espresso. Para cafés de coador de papel, ou french press, qualquer café se comporta muito bem, dos blends aos singles e, talvez, com cafés extraídos sem a pressão de uma máquina, seja mais interessante os singles por suas particularidades aromáticas e de sabor.
Acho que a bebida deve ter por objetivo proporcionar prazer a quem bebe e, dessa forma, quanto maior for o contigente de aromas e sabores para se perceber, maior será o prazer em se consumir um bom café e, nesse caso, seja ele single ou blend.

by Otavio Linhares

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Latte Art

video

Latte art by Joyce, LuccA Salvador Shopping

Cafés para Enófilos II

No link http://www.luccacafesespeciais.com.br/vinho.htm tem um comparativo interessante entre cafés e vinhos. Confira!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Cafés para Enófilos



Integrantes das confrarias de vinhos curitibanas estão descobrindo o vasto campo dos cafés. Intenso, encorpado, floral, cítrico são palavras também usadas no vocabulário dos apreciadores da bebida mais consumida no mundo: o café.Os enófilos, se deparam com um desafio inovador: traçar paralelos entre uvas e cafés. O paladar deve ser calibrado. Na boca, notas de sabor mais sutís como flor, fruta e baunilha ficam escondidas perto da exuberância do corpo e amargor característicos da bebida. Sabores de caramelo, cacau e chocolate são percebidos mais facilmente. No nariz a coisa já fica mais clara. A "fragrancia", como é chamada, no meio técnico, o cheiro do café recém moído, é agradável e de fácil percepção. Jasmin, flor de laranjeira, mel, podem ser notados com facilidade pelos narizes afiados dos apreciadores do vinho. Cafés de altitude, leves, aromáticos e frutados, são como os vinhos brancos? Quais brancos? Um café do Cerrado, com grande corpo, grande doçura, com notas de caramelo seria equivalente a qual tinto? Este assunto vai dar o que falar...